ARCA DA ALIANÇA & VIDA CRISTÃ

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PARTE I

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Também farão uma arca de madeira de acácia; de dois côvados e meio será o seu comprimento, de um côvado e meio, a largura, e de um côvado e meio, a altura. De ouro puro a cobrirás; por dentro e por fora a cobrirás e farás sobre ela uma bordadura de ouro ao redor. Fundirás para ela quatro argolas de ouro e as porás nos quatro cantos da arca: duas argolas num lado dela e duas argolas noutro lado. Farás também varais de madeira de acácia e os cobrirás de ouro; meterás os varais nas argolas aos lados da arca, para se levar por meio deles a arca. Os varais ficarão nas argolas da arca e não se tirarão dela. E porás na arca o Testemunho, que eu te darei.

Farás também um propiciatório de ouro puro; de dois côvados e meio será o seu comprimento, e a largura, de um côvado e meio. Farás dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório; um querubim, na extremidade de uma parte, e o outro, na extremidade da outra parte; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão as asas por cima, cobrindo com elas o propiciatório; estarão eles de faces voltadas uma para a outra, olhando para o propiciatório. Porás o propiciatório em cima da arca; e dentro dela porás o Testemunho, que eu te darei. Ali, virei a ti e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do Testemunho, falarei contigo acerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel.

(Êxodo 25. 10-22 AT-Bíblia Sagrada)

Palavra de Deus diz que os filhos de Israel gemiam sob a servidão e por causa dela clamaram, e o seu clamor subiu a Deus. Ouvindo Deus o seu gemido, lembrou-se da sua aliança com Abraão, com Isaque e com Jacó. E viu Deus os filhos de Israel e atentou para a sua condição. (Êxodo 2. 23-25 AT-Bíblia Sagrada)

Por este motivo Deus chama Moisés a fim de que este o represente diante do povo e de Faraó, o texto bíblico nos informa a maneira gloriosa pela qual Deus tira seu povo do Egito.

Em sua caminhada rumo a libertação, Deus os quia em direção ao deserto, lugar ermo desabitado, solitário, para ali falar com aquele povo, para que eles o pudessem ouvir, a fim de estabelecer com eles uma aliança.

Gostaria de chamar sua atenção para o fato de que a aliança entre Deus e o ser humano ocorre no deserto; no deserto começa a dispensação (período) que serviria de preparo para a manifestação da graça soberana de Deus a toda a humanidade, não importando raça, credo e cor. Foi no deserto!

É importante frisar que a tarefa não era tão simples como alguns pensam, estamos falando de milhares de pessoas, escravos, que agora precisam de organização para conviver não só entre si, mas também com os povos a sua volta, precisam se organizar aja vista uma nação é o conjunto de habitantes de um território que fala a mesma língua, ligados por tradição, religião, interesses e aspirações comuns, subordinados a um poder central que trabalha para manter a unidade do grupo. Imagine organizar uma nação que ainda não possui um território, realmente não era uma tarefa fácil.

Este talvez seja o motivo pelo qual percebemos que ao longo do Antigo Testamento não houve um período de maior manifestação divina em se tratando de milagres, do poder, do sobrenatural divino, do que em sua trajetória pelo deserto.

No deserto, Deus estabelece sua aliança com aquele povo; no deserto Deus volta a habitar em meio a humanidade através de um povo; no deserto a presença real de Deus está em meio aos homens.

Subiu Moisés a Deus, e do monte o Senhor o chamou e lhe disse: Assim falarás à casa de Jacó e anunciarás aos filhos de Israel: Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim. Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel. Veio Moisés, chamou os anciãos do povo e expôs diante deles todas estas palavras que o Senhor lhe havia ordenado. Então, o povo respondeu a uma: Tudo o que o Senhor falou faremos. E Moisés relatou ao Senhor as palavras do povo. (Êxodo 19. 3-8 AT-Bíblia Sagrada)

A passagem acima retrata um momento extraordinário, maravilhoso e lindo ocorrido no deserto. Deus propõe aos filhos de Israel que eles se tornem sua propriedade peculiar, (especial, privativo, exclusivo, próprio de uma pessoa ou coisa) entre as nações, tornando-se um reino sacerdotal entre os povos, sacerdotes de Deus em meio a humanidade, uma nação separada (santificada) por Deus.

A partir daí Deus começa a guiar seu povo por meio de revelações dadas a Moisés, entregando-lhes mandamentos e leis, princípios de organização humana, civil e militar pelos quais eles deveriam viver gerando assim uma nação organizada.

Entre as ordens do Senhor está a construção de um tabernáculo dividido em três partes, o Átrio, o Santo Lugar e o Santo dos Santos. Um lugar onde o Senhor residiria em meio ao povo, lugar de encontro do povo com Deus, de adoração, onde o povo poderia focalizar o testemunho divino em seu meio, lugar de comunhão, por isto deveria ser construído com ofertas dadas pelos filhos de Israel, ofertas vindas de todo o homem em cujo qual o coração se movesse voluntariamente segundo a ordem do Senhor.

O primeiro objeto a ser descrito por Deus foi a arca da aliança, certamente o objeto mais importante e sagrado, pois ela dava testemunho de que Deus estava em meio ao povo; da aliança feita no deserto; representava a própria presença de Deus entre o povo; por sobre a arca Deus falava com Moisés. Esta peça ficava no Santo dos Santos e estava dividida em duas partes, a Arca ou baú e o Propiciatório com seus querubins que ficavam sobre ela.

A arca do Senhor, ou arca da aliança, era o receptáculo do Testemunho de Deus e da promessa de sua presença, tinha por objetivo lembrar ao povo que eles precisavam guardar, seguir os mandamentos recebidos por meio da aliança e trazia dentro de si três objetos que davam testemunho dos atos da redenção divina em relação ao povo.

Mesmo tendo em seu meio tamanho testemunho de santidade e poder, o povo de Israel, escolhido e separado por Deus, não cumpriu sua tarefa, sua parte na aliança era a de ser propriedade exclusiva de Deus, sacerdócio real em relação as demais nações para que o Senhor pudesse se manifestar a todos. Ao invés disso adulteraram, relacionando-se com outros deuses, fizeram da lei um instrumento de injustiça, abandonaram seu semelhante, murmuraram de seu Deus.

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