O Carpinteiro

This entry is part 2 of 7 in the series Palavra do Pastor - Márcio R Silveira

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Um velho carpinteiro estava para se aposentar. Ele contou a seu chefe os seus planos de largar o serviço de carpintaria e de construção de casas para viver uma vida mais calma com sua família. Claro que ele sentiria falta do pagamento mensal, mas ele necessitava da aposentadoria. O dono da empresa sentiu em saber que perderia um de seus melhores empregados e pediu a ele que construísse uma última casa como favor especial. O carpinteiro consentiu, mas com o tempo, era fácil ver que seus pensamentos e seu coração não estavam no trabalho. Ele não se empenhou no serviço e se utilizou de mão de obra e matérias-primas de qualidade inferior. Foi uma maneira lamentável de encerrar sua carreira. Quando o carpinteiro terminou seu trabalho, o construtor veio inspecionar a casa e entregou a chave da porta ao carpinteiro, dizendo:“Esta é sua casa, meu presente a você”.

Que choque! Que vergonha! Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito completamente diferente, não teria sido tão relaxado. Agora ele teria de morar numa casa feita de qualquer maneira.

Assim acontece conosco. Nós construímos nossas vidas de maneira distraída, reagindo mais que agindo, desejando colocar menos do que o melhor. Nos assuntos importantes nós não empenhamos nosso melhor esforço. Então, em choque, nós olhamos para a situação que criamos e vemos que estamos morando na casa que construímos. Pense sobre sua casa…

Cada dia você martela um prego novo, coloca uma armação ou levanta uma parede. Construa sabiamente. É a vida que você construirá. Mesmo que você tenha somente mais um dia de vida, este dia merece ser vivido graciosamente e com dignidade. Sua vida de hoje é o resultado de suas atitudes e escolhas feitas no passado. Sua vida de manhã será o resultado de suas atitudes e escolhas  hoje.

Querido! Jesus está voltando, o que estamos fazendo e como estamos fazendo a obra do Senhor?

Relaxadamente! “Ai daquele que faz a obra do Senhor relaxadamente…” (Jeremias 48. 10a Bíblia Sagrada)

É tempo de nos esforçarmos fazendo o melhor para o Senhor, pois tudo, tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, “Deus te dará poder”, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem indústria, nem ciência, nem sabedoria alguma. (Eclesiastes 9.10 Bíblia Sagrada)

 

                                                                                 Deus te abençoe.

                                                                                 Márcio Silveira

                                                                          Pr. Presidente IBCB-SL

Fazendo a vontade de Deus.

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Jonas capítulo 1:

A palavra do Senhor veio a Jonas, filho de Amitai, com esta ordem:

“Vá depressa à grande cidade de Nínive e pregue contra ela, porque a sua maldade subiu até a minha presen­ça”.

Mas Jonas fugiu da presença do Se­nhor, dirigindo-se para Társis. Desceu à cidade de Jope, onde encontrou um navio que se desti­nava àquele porto. Depois de pagar a passagem, embarcou para Társis, para fugir do Senhor.

O Senhor, porém, fez soprar um forte vento sobre o mar, e caiu uma tempestade tão violenta que o barco ameaçava arrebentar-se.
Enquanto isso, Jonas, que tinha descido ao porão e se deitara, dormia profundamen­te.

Todos os marinheiros ficaram com medo e cada um clamava ao seu próprio deus. E atira­ram as cargas ao mar para tornar o navio mais leve.

O capitão dirigiu-se a ele e disse: “Como você pode ficar aí dormindo? Levante-se e clame ao seu deus! Talvez ele tenha piedade de nós e não morramos”.

Então os marinheiros combinaram entre si: “Vamos lançar sortes para descobrir quem é o responsável por esta desgraça que se abateu sobre nós”. Lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas.

Por isso lhe perguntaram: “Diga-nos, quem é o responsável por esta calamidade? Qual é a sua profissão? De onde você vem? Qual é a sua terra? A que povo você pertence?”

Ele respondeu: “Eu sou hebreu, adora­dor do Senhor, o Deus dos céus, que fez o mar e a terra”.

Então os homens ficaram apavorados e perguntaram: “O que foi que você fez?”, pois sabiam que Jonas estava fugindo do Senhor, porque ele já lhes tinha dito.

Visto que o mar estava cada vez mais agitado, eles lhe perguntaram: “O que devemos fazer com você, para que o mar se acalme?”

Respondeu ele: “Peguem-me e joguem-me ao mar, e ele se acalmará. Pois eu sei que é por minha causa que esta violenta tempestade caiu sobre vocês”.

Ao invés disso, os homens se esforça­ram ao máximo para remar de volta à terra. Mas não conseguiram, porque o mar tinha ficado ainda mais violento.

Eles clamaram ao Senhor: “Senhor, nós suplicamos, não nos deixes morrer por tirarmos a vida deste homem. Não caia sobre nós a culpa de matar um inocen­te, porque tu, ó Senhor, fizeste o que deseja­vas”.

Em seguida, pegaram Jonas e o lançaram ao mar enfurecido, e este se aquietou.

Tomados de grande temor ao Senhor, os homens lhe ofereceram um sacrifício e se comprometeram por meio de votos.

O Senhor fez com que um grande peixe engolisse Jonas, e ele ficou dentro do peixe três dias e três noites.

Muitas vezes recebemos ordens de Deus que não gostamos, e ficamos em dúvida, fazer sua vontade ou a nossa?

Jonas recebeu uma ordem de Deus para ir pregar ao povo de Nínive, mas ele simplesmente não obedeceu e fugiu para Társis, sua escolha lhe trouxe grande consequências, que estudaremos a seguir.

Primeiro: Jonas traz desgraça para quem estava ao seu redor– Jonas subiu numa embarcação para fugir de Deus e em consequência, toda aquela embarcação passou por uma grande tempestade, colocando a vida das pessoas em risco.

Segundo: Jonas coloca sua própria vida em risco– Jonas é lançado ao mar, onde acaba sendo engolido por um grande peixe, se não fosse a misericórdia de Deus, ele teria morrido.

Terceiro: Jonas volta e prega ao povo de Nínive, mas fica muito triste- Jonas não entende os propósitos de Deus, fica triste porque todo aquele povo se arrependeu e Deus não quis mais castiga-los.

Quarto: Jonas pede a morte- Jonas pede a morte para Deus porque não achava justo que aquele povo pudesse ficar vivo.

Quinto: Jonas fica feliz com a árvore de aboboreira- Jonas fica feliz com a árvore de aboboreira que Deus permitiu nascer sobre ele para dar sombra e descanso.

Sexto: A árvore de aboboreira morre– Deus permite a aboboreira morrer para dar uma grande lição a Jonas.

Mas o Senhor lhe disse: “Você tem pena dessa planta, embora não a tenha podado nem a tenha feito crescer. Ela nasceu numa noite e numa noite morreu.
Contudo, Nínive tem mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem nem distinguir a mão direita da esquerda, além de muitos rebanhos. Não deveria eu ter pena dessa grande cidade? ” Jonas 4;10 ao 11.

Jonas além de não obedecer a vontade de Deus e trazer sérias consequências para sua vida, quando tem uma segunda oportunidade e ele obedece, ainda assim não consegue entender os propósitos de Deus, porque sua vida está baseada nas suas vontades, ele teve pena dele mesmo, mas não teve pena daquele povo que iria perecer se ele não pregasse o arrependimento, muitas vezes isso acontece em nossa vida, Deus nos ordena fazer algo que não queremos e muitas vezes para pessoas que não gostamos e ”achamos” que não merece perdão, mas nos esquecemos que temos sido perdoados todos os dias e que Jesus nos concedeu um grande e maravilhoso perdão na cruz, temos que lembrar que assim como merecemos perdão, devemos perdoar! Então perdoe, e mais, faça a vontade de Deus sem questionar, mesmo que não entenda com seus olhos humanos, mas aquele que enxerga além de todas as coisas sabe o que é melhor para nós, é bom e é possível fazer a vontade de Deus, então faça e seja feliz!

DESTRUINDO FORTALEZA

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ANULANDO SOFISMAS

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Nesta oportunidade vamos analisar uma frase extraída de um texto Bíblico e muito utilizado no dia a dia do cristão, bem como em grande parte das mensagens que tem por objetivo apresentar Jesus o Cristo de Deus.

Conhecereis a verdade, e ela, a verdade vos libertará.

Ao ouvir tal afirmação é impossível não lembrar de uma das declarações mais emblemáticas de Jesus; “Eu sou o caminho, Eu sou a verdade e a vida…” A verdade a que Jesus se refere diz respeito ao conhecimento de sua própria pessoa, Ele está afirmando que ao conhecê-lo seremos livres.

Porque então muitas pessoas se afastam da fé cristã se nela reside a verdade: Jesus.

E porque muitos cristãos têm dificuldade em se desapegar de certos vícios e costumes cotidianos. Por que, num país de maioria cristã impera uma grande massa de práticas pecaminosas se Jesus é a base da fé cristã? Muitas pessoas dizem conhecer Jesus, porque então não estão livres.

A frase a qual estamos a observar revela o resultado de uma atitude, uma ação ou posição deveras adotada por um indivíduo. Quando nos aproximamos do texto observando-o em seu contexto, perceberemos de forma clara sobre o que Jesus está falando, e qual a verdadeira condição para que alguém seja livre. Observe:

Então, disse Jesus aos judeus que haviam crido nele: “Se permanecerdes na minha Palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (Ev. João 8. 31-32 Bíblia Sagrada)

O cenário nos mostra que Jesus está falando a religiosos, ao povo da aliança Mosaica, que tinha seus princípios de fé com base em Abraão e como verdade (revelação) única para suas vidas a Lei por meio da qual julgavam conhecer Deus. Entretanto, a manifestação de Jesus e sua mensagem, revelaram o contrário, pois, diante das práticas pecaminosas e do descumprimento do que fora acordado, o povo demonstrava não ter conhecimento do Deus de Abraão, Isaque e Jacó, ainda que este tenha lhes dado a Lei, para que seu cumprimento possibilitasse entre ambos uma comunhão.

O anúncio do Reino de Deus por parte de Jesus indicava que Deus faria algo novo, e realmente Ele o fez. A nova aliança está baseada na morte expiatória de Jesus onde a revelação não se restringe a um conjunto de normas e sim na observância de suas palavras que expressam a vontade de Deus, não só para o cristão mas também para toda a humanidade, aliada a ação do Espírito Santo que por meio da fé individual passaria a habitar na vida do indivíduo.

Verdades práticas e cotidianas, que devem ser observadas segundo o Logos de Deus, reveladas não por um conjunto de signos linguísticos, mas pela iluminação do Espírito Santo.

Certamente você conhece o Presidente de seu país mesmo que não tenha votado nele. Você sabe quem ele é, o que faz ou deve fazer, como chegou ao lugar de poder em que se encontra etc. Mas, se eu perguntasse a você, qual a cor preferida, ou a comida que mais gosta, ou com que estilo de roupa mais se identifica seu Presidente, você saberia responder.

Você conhece Jesus?

Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente, sereis meus discípulos… (Ev. João 8. 31 Bíblia Sagrada)

Ter conhecimento significa ter ideia, noção ou informação de alguma coisa; relacionar-se, conviver com alguém; ser perito ou versado numa determinada área; é ao mesmo tempo a condição de discernir, distinguir, reconhecer para com isto ter uma ideia justa, observada segundo a própria capacidade.

Lembro-me de uma época em que os jovens utilizavam um caderno denominado, “Questionário” a fim de conhecer melhor seus novos amigos. Nele, você colocava seus dados e logo após respondia as perguntas feitas pelo dono do caderno, que ao lhe entregar o caderno expressava o desejo de lhe conhecer melhor a fim de inclui-lo em seu círculo de amigos íntimos.

O evangelho nos mostra a vontade de Deus para a humanidade, nele o amor de Deus se revela por meio de Cristo Jesus, nele conhecemos mão só a história mas a pessoa de Jesus. Nele descobrimos a verdade exposta por Jesus que nos convida a permanecer, viver segundo tal verdade para que sejamos seus discípulos. A questão é, permanecer!

Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente, sereis meus discípulos”

Conhecer a verdade é resultado de uma condição; “se vós permanecerdes na minha Palavra”.

Aqueles homens julgavam conhecer Deus por meio de Abrão, portanto, não aceitavam o fato de serem escravos com base no conhecimento que tinham da ação divina entre seu povo.

Eles lhe responderam: “Somos descendentes de Abraão e nunca fomos escravos de ninguém. Como você pode dizer que seremos livres”? Jesus respondeu: “Digo-lhes a verdade: Todo aquele que vive pecando é escravo do pecado”. (Ev. João 8:33-34 Bíblia Sagrada)

Apenas ter conhecimento de Deus não liberta do pecado.

A libertação se dá quando entendemos a condição pecaminosa em que vivemos, reconhecendo a necessidade de encontrarmos o Deus criador, diante da incapacidade de reagirmos ao pecado que opera em nós, ista é a Salvação proposta por Deus em Cristo Jesus. Na caminhada cristã temos muitos indivíduos de fé que não entendem a necessidade permanecer (guardar, praticar, tomar posse para aplicação) nas verdades publicadas por Jesus e por isto não experimentam a libertação.

Se permanecerdes na minha Palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

Conhecer a verdade é resultado de permanecer na Palavra, enquanto que a libertação é o resultado do contato direto e íntimo com a verdade: Jesus.

Não se trata do conhecimento histórico, teológico, racional e sim do conhecimento como resultado de uma vida íntima. Neste contexto é fácil compreendermos porque muitos cristãos vivem entre altos e baixos espirituais; o porque muitos se afastam da fé cristã cheios de tristeza e frustração; é fácil compreender o porque nosso país não sofre uma transformação, a final, conhecemos ou não conhecemos Jesus.

Ser discípulo é permanecer (prática) na Palavra; permanecer na Palavra é conhecer Jesus.

O evangelho é a resposta de Deus aos questionamentos humanos, por meio dele você conhecerá Jesus e Ele, “Jesus” (a Verdade) te libertará no transcorrer prático de uma vida com Deus.

Querido leitor, permaneça na Palavra, conheça Jesus e certamente Ele te libertará.

Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão. (2Corintios 10. 3-6 NT-Bíblia Sagrada)