QUAL SEU LUGAR NA IGREJA

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As abelhas possuem uma das mais bem desenvolvidas estruturas sociais no reino animal. No centro da colmeia, que normalmente abriga cerca de 80 mil abelhas, está a rainha. Sem ela, a colmeia não tem futuro. Mas as outras jamais ficam paradas olhando sua rainha. Cada abelha tem uma função específica a cumprir.

As abelhas forrafeadoras enfrentam os perigos do mundo externo para buscar comida. As sentinelas protegem a entrada da colmeia contra os invasores. As responsáveis pelo “serviço funerário” retiram da colmeia as abelhas que morrem. As coletoras de água retornam molhadas para manter a umidade. As rebocadoras fabricam um tipo de cimento para reparos na colmeia. E as ventiladoras se colocam na entrada, abanando o cheiro da colmeia para fora, a fim de indicar a localização da colônia as abelhas desorientadas e perdidas. As abelhas escoteiras mantêm a colmeia alerta quanto as oportunidades e perigos do mundo exterior. A variedade e especialização das abelhas-operárias parecem intermináveis.

No reino animal, ainda, as formigas têm um sistema de organização social semelhante. Cada tipo de formiga tem uma função especial no formigueiro, e tudo funciona da melhor forma possível, numa sincronia de fazer inveja aos melhores lideres e administradores. Tanto que o sábio Salomão aconselhou os preguiçosos a mirarem o seu exemplo: “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio”(Pv 6.6).

Deus nos legou esses exemplos marcantes no reino animal acerca do que significa estar no lugar certo e na função certa, dos quais podemos tirar preciosas lições. Guardadas as devidas proporções, no reino de Deus, o Senhor concedeu dons e talentos especiais a todos na sua Igreja, cada um individualmente conforme lhe aprouve. Ninguém foi chamado para ficar simplesmente “esquentando o banco”.

A diferença essencial entre o que ocorre nos grupos sociais de abelhas e formigas em comparação com a Igreja, o corpo de Cristo, é que tais animais fazem tudo por instinto, mas na Igreja cada membro tem de aprender e desenvolver a sua função. Está tudo no “DNA corporativo” da Igreja, cada membro do corpo tem essa “mensagem” interior gravada em seu ser, mas precisa descobrir e aprender como utilizar seus dons e talentos.

Cada crente (do aparentemente menor ao supostamente maior) pode e deve fazer alguma coisa, pois no corpo de Cristo cada membro tem uma função definida, cuja operacionalidade é essencial ao seu bom funcionamento. Cada membro, igualmente, dependente dos outros membros. (1Co 12. 12-27)

Mas há os que parecem estar na posição errada, para a qual não foram preparados, como olhos lutando desesperadamente para desempenharem as funções do ouvido. Ou se preferir, trocando os pé pelas mãos.

Há também aqueles que, por falta de oportunidade, não desenvolvem seus talentos. E há outros que desenvolvem talentos inúteis para a Igreja: em vez de pregarem, fazem mexericos; em vez de consolarem, machucam; em vez de orarem, murmuram.

Encontrar a pessoa certa para a posição certa é um dos maiores desafios da Igreja, principalmente quando a vemos como um organismo, com cada membro ou órgão desempenhando sua função de acordo com seu talento específico.

O preço é alto e o desafio é de cada um. Quem é suficiente para essas coisas?

Afinal, você sabe qual seu lugar na Igreja?!

Samuel C âmara – Pastor da Assembleia de Deus Belém/PA

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