PALAVRA DO PASTOR

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02 - palavra pastoral Tempos Trabalhosos

Lembre disto: nos últimos dias haverá tempos difíceis.

(2Timóteo 3:1 Bíblia Sagrada)

O início deste capítulo está em conexão com o seu final, porque o mal que é referido no início tem o seu único antídoto na afirmação que é feita no final do capítulo, a saber, somente poderão prevalecer com Deus nos últimos dias trabalhosos de iniquidade, aqueles que têm sido aperfeiçoados espiritualmente pelo ensino das sagradas Escrituras. Somente aqueles que permanecerem na Palavra de Cristo poderão ter suas vidas edificadas sobre a Rocha. Timóteo não deveria estranhar o fato de haver na Igreja pessoas ruins, porque na rede do evangelho vêm tanto peixes bons quanto ruins, como se vê em Mt 22.47, 48. 
Jesus havia alertado os primeiros discípulos quanto ao fato de que se levantariam falsos profetas sedutores na Igreja, e que o Inimigo plantaria o seu joio nela, e nem por isso deveríamos ficar ofendidos com isto, pensando mal da verdadeira Igreja. Sempre há muita escória misturada ao ouro que não foi completamente refinado, e sempre há joio e palha misturados aos grãos de trigo, que estão sendo peneirados.
Então Timóteo deveria estar preparado e armado em seu pensamento quanto às coisas que deveria suportar com paciência e mansidão no seu trabalho de evangelista. Quando as pessoas passam a ter as características apontadas por Paulo no início deste 3º capítulo, pode ser dito que se trata de uma época difícil, porque exigirá Reforma na Igreja. Sendo dias de Reforma, serão dias trabalhosos que exigirão dos ministros muito poder, graça e paciência para a realização do trabalho deles. Eles se espantarão com a facilidade com que as pessoas serão visitadas pelo poder de Deus na Igreja, para logo depois saírem dando um mau testemunho, porque suas vidas não foram reformadas pela verdade. Se eles se opõem à sã doutrina, como poderão ser restaurados e renovados por Deus? Como poderão ser santificados pelo Espírito Santo ainda que ouçam bons sermões que lhes ensine a verdade, caso não se disponham a se consagrarem ao Senhor? De que adiantará ouvirem sermões se não estão dispostos a aplicar a verdade em suas vidas e lares? Então a consequência inevitável será a descrita por Paulo no início deste capítulo, onde se vê não apenas a desordem pessoal, mas inclusive a dos lares. É importante frisar que a expressão “últimos dias”, usada por Paulo se refere a última dispensação que é a do evangelho. São portanto, os dias do evangelho, e evidentemente à medida que o tempo passasse as condições difíceis se agravariam porque Jesus disse que a iniquidade se multiplicaria no tempo do fim. Paulo deixou Timóteo bem inteirado do fato de que até mesmo os dias do evangelho seriam dias trabalhosos e perigosos. Que ele não ficasse portanto na expectativa de que haveria uma época dourada na terra, onde a verdade prevaleceria completamente pela pregação do evangelho, porque isto não ocorrerá a não ser quando da volta do Senhor com grande poder e glória. Não será portanto a Igreja com o trabalho de evangelização, que trará paz e segurança eternas ao mundo, mas o próprio Senhor, pela força do Seu grande poder, quando da Sua segunda vinda.
Isto é muito importante de ser dito porque assim nenhum ministro criará falsas expectativas de que chegará o dia em que pelo seu trabalho, terá paz perfeita na Sua Igreja, e paz perfeita no mundo pelo trabalho de todos os demais ministros do evangelho. Ao contrário, antes que Cristo volte, a tendência é de que as dificuldades se multipliquem, e os ministros devem estar bem conscientizados disto, e não é por acaso que o conteúdo de textos como este desta epístola, seja encontrado como um alerta em várias passagens das Escrituras. O propósito do Espírito Santo ao nos ter revelado estas coisas não é o de gerar pessimismo, mas um posicionamento firme para perseverar no trabalho sabendo contra que tipo de inimigo teremos que lutar. Não é um inimigo do qual poderemos nos livrar definitivamente até que Cristo volte.
É um inimigo contra o qual devemos nos prevenir, de maneira a não perdermos a nossa paciência e mansidão pelo fato de vermos que ele sempre se fará presente na Igreja até que Cristo volte.
A propósito, os próprios pastores devem olhar por si mesmos, como Paulo disse aos presbíteros de Éfeso em At 20.28, isto é, eles devem cuidar e vigiar para não caírem eles próprios da sua firmeza de fé, em face destes dias trabalhosos.

Deus abençoe.

Márcio Reus Silveira.
Pr. Presidente IBCB-SL

VOLTANDO ÁS ORIGENS (Parte II)

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Leitura Bíblica

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Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.” (Hebreus 1:1,2 Bíblia Sagrada).

Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (II Timóteo 3:16,17 Bíblia Sagrada).

Algumas orientações são tão importantes para a vida do ser humano, que as consideramos vitais. Você já desobedeceu à ordem de algum médico, por exemplo? Espero que não, pois o sucesso do seu tratamento dependerá em grande parte da observação exata do que lhe foi receitado. O que o médico fala, nesses momentos, assume uma importância vital para você. Isso acontece porque um erro ou negligência no processo do tratamento pode ser fatal.

Espiritualmente, nós também dependemos de orientações seguras.

Essas orientações para a nossa vida espiritual nos são dadas pelo próprio Deus (Êx 4:12,15; Sl 32:8).

Veja o que nos diz Henry T. Blackaby sobre o modo como Deus guia os seus servos:

O padrão que eu vejo nas Escrituras é que Deus sempre dá uma direção desde o início. Ele pode não lhe dizer tudo o que você quer saber desde o início, mas Ele lhe dirá aquilo que você precisa saber para fazer os ajustamentos necessários e dar o primeiro passo de obediência. Sua tarefa é esperar até que o Mestre lhe dê as instruções. Se você começar a ‘fazer’ antes de ter uma direção de Deus, com certeza você errará.” (O grifo é meu).

Mas como poderemos entrar em sintonia com Deus se não conseguirmos ouvir a sua voz? É preciso que haja uma perfeita comunicação entre Deus e o ser humano. Estamos, então, diante de uma questão bastante importante: como ouvir a voz de Deus?

No Antigo Testamento, Deus falou de muitas maneiras diferentes. Veja só:

1) Anjos (Gn 16);

2) Visões (Gn 15);

3) Sonhos (Gn 28:10-19);

4) Uso de Urim e Tumim (Ex 28:30);

5) Ações simbólicas (Jr 18:1-10);

6) Uma voz mansa e delicada (I Rs 19:12);

7) Sinais miraculosos (Ex 8:20-25).2

Em todos estes exemplos, o que Deus falou foi de importância vital para as pessoas no passado. Suas vidas foram modificadas radicalmente quando entraram em contato com aquilo que Deus lhes

tinha dito. Hoje, creio que Deus ainda fala conosco, principalmente por intermédio do Espírito Santo, quando nos ilumina ao ponto de entendermos a mensagem da Bíblia, portanto leia a bíblia diariamente. Voltemos as nossas origens…

Que Deus nos desperte a cada dia para a prática diária de leitura da palavra, lembre-se do antigo louvor.

Leia a Bíblia e faça oração, faça oração, faça oração;

Leia a Bíblia e faça oração, se quiser vencer,

Se quiser vencer, se quiser vencer;

Leia a Bíblia e faça oração, se quiser vencer…”

Deus vos abençoe.

VOLTANDO ÁS ORIGENS (Final)

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Na Prática

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Há muito tempo, num Reino distante, havia um Rei que não acreditava na bondade de Deus. Tinha, porém, um súdito que sempre lhe lembrava dessa verdade.

Em todas situações dizia:

“- Meu Rei, não desanime, porque tudo que Deus faz é Perfeito. Ele Nunca erra!

Um dia, o Rei saiu para caçar acompanhado de seu súdito, e uma fera da floresta atacou o Rei. O súdito conseguiu matar o animal, porém não evitou que sua Majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita.

O Rei, furioso pelo que havia acontecido, e sem mostrar agradecimento por ter sua vida salva pelos esforços de seu servo, perguntou a este:

“- E agora, o que você me diz? Deus é bom? Se Deus fosse bom eu não teria sido atacado, e não teria perdido o meu dedo.”

O servo respondeu:

“- Meu Rei, apesar de todas essas coisas, somente posso dizer-lhe que Deus é bom, e que mesmo isso, perder um dedo, é para seu bem! Tudo que Deus faz é Perfeito. Ele Nunca erra!!!

O Rei, indignado com a resposta do súdito, mandou que fosse preso na cela mais escura e mais fétida do calabouço.

Após algum tempo, o Rei saiu novamente para caçar e aconteceu dele ser atacado, desta vez por uma tribo de índios que vivia na selva. Estes índios eram temidos por todos, pois sabia-se que faziam sacrifícios humanos para seus deuses.

Mal prenderam o Rei, passaram a preparar, cheios de júbilo, o ritual do sacrifício. Quando já estava tudo pronto, e o Rei já estava diante do altar, o sacerdote indígena, ao examinar a vítima, observou furioso:

“- Este homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso! Falta-lhe um dedo!”

E o Rei foi libertado. Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado, libertou seu súdito e pediu que viesse em sua presença.

Ao ver o servo, abraçou-o afetuosamente dizendo-lhe:

“- Meu Caro, Deus foi realmente bom comigo! Você já deve estar sabendo que escapei da morte justamente porque não tinha um dos dedos. Mas ainda tenho em meu coração uma grande dúvida: Se Deus é tão bom, por que permitiu que você fosse preso da maneira como foi? Logo você, que tanto o defendeu!?”

O servo sorriu e disse:

“- Meu Rei, se eu estivesse junto contigo nessa caçada, certamente seria sacrificado em teu lugar, pois não me falta dedo algum! Portanto, lembre-se sempre:

TUDO O QUE DEUS FAZ É PERFEITO. ELE NUNCA ERRA!”

Querido está ilustração nos mostra uma realidade, antigamente criamos mais em Deus, acreditávamos mais no seu poder e víamos que tudo o que Ele faz é perfeito.

Voltemos as Origens vamos crer mais em Deus, confiar mais em seu poder, que alias é inesgotável. Juntos, voltemos as origens, a prática de oração, de leitura bíblica, de uma fé inabalável, confiando que Deus é perfeito em tudo que faz.

Deus vos abençoe.