DESTRUINDO FORTALEZAS

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Anulando sofismas

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Quem não vem pelo amor: vem pela dor!

Temos aqui uma expressão falada por noventa e cinco por cento dos cristãos, mas até que ponto ela é verdadeira se comparada as verdades Bíblicas. Será que tal expressão revela a verdadeira condição para que alguém se achegue a Deus. Será que este é o método utilizado por Deus para atrair o ser humano a sua presença.

Biblicamente temos no Antigo Testamento uma aliança baseada na Lei, cuja qual exigia muitos rituais devocionais, entre eles a circuncisão. Em muitas ocasiões Deus permitiu pragas, doenças, guerras e num caso mais extremo o próprio cativeiro babilônico, para que seu povo voltasse a guardar os Testemunhos da Aliança feita no Monte Sinai. Isto ocorreu devido ao fato do povo ser extremamente duro de coração, não compreendendo que os Mandamentos e a Lei os levariam a vida, uma vida na presença de Deus. Assim, eles adulteravam adorando a outros deuses, fizeram alianças com povos politeístas (adoram mais de um deus); deixaram suas viúvas e seus órfãos desprovidos, tornaram-se ingratos, murmuradores, desobedientes ao Testemunho e a Palavra de Deus.

Poderíamos comparar tal situação com um resfriado, o indivíduo vai até o médico que lhe receita um remédio. Entretanto uma vez passada a dor e os sintomas da gripe a pessoa simplesmente para de tomar a medicação, isto não lhe parece comum, talvez esta seja a resposta do porque temos em nossa casa medicamentos com conteúdo pela metade. Na verdade o que a pessoa quer é simplesmente não sentir as reações físicas da gripe, e passados tais sintomas ela para imediatamente com os cuidados necessários a cura da enfermidade sem se dar por conta ou saber que o vírus continua agindo. Por exemplo, uma gripe que não foi devidamente tratada pode evoluir para uma sinusite.

Neste contexto o sacrifício tratava o ato pecaminoso e não a natureza do pecado no indivíduo.

Diante do já exposto entendemos que o povo da Antiga Aliança não compreendia que a prática dos princípios da aliança lhes dava condição de andar na presença de Deus de forma plena, gozando de suas promessas e de seu cuidado, onde o sacrifício era o escape para os que pecavam, entretanto a prática desenfreada do pecado lhes afastava de Deus, uma vez que sua natureza não foi transformada pela obediência a Lei. Deus por sua vez se via na condição de atuar com juízo sobre o povo, permitindo uma série de situações que certamente trouxeram muita dor ao povo.

A Lei que era para vida trouxe sobre eles destruição uma vez que em seu entendimento bastava um sacrifício para estar limpo do pecado. O ato de sacrifício tornou-se o “habeas corpus” dos que andavam em práticas pecaminosas, dando a estes a ideia de liberdade para continuar com este tipo de vida, mesmos cientes que seus atos eram contrários ao Testemunho divino, afinal bastava sacrificar. Não entendiam que o exercício da Lei os ajudaria a tratar sua natureza; não julgavam necessário arrepender-se uma vez que o sacrifício os colocava novamente em condições de viver diante de Deus. Para eles, o cuidado, o zelo, o amor de Deus por suas vidas, manifesto na provisão do sacrifício a fim de que o próprio Deus pudesse habitar em seu meio tornou-se sem valor, pois ignoravam que a prática da Lei lhes daria condição de viver em comunhão com Deus e o seu descumprimento lhes traria morte e morte eterna.

A mensagem de Deus começa a mudar após o cativeiro babilônico quando por meio de Zacarias Deus fala a Zorobabel.

 Depois disso, o anjo mandou que eu entregasse a Zorobabel a seguinte mensagem de Deus, o Senhor:

Não será por meio de um poderoso exército nem pela sua própria força que você fará o que tem de fazer, mas pelo poder do meu Espírito. Sou eu, o Senhor Todo-Poderoso, quem está falando. (Zacarias 4. 6 AT-Bíblia Sagrada)

Diante do fracasso do povo escolhido, Deus envia seu próprio Filho ao mundo.

Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna. Pois Deus mandou o seu Filho para salvar o mundo e não para julgá-lo. (Ev. João 3. 16-17 NT-Bíblia Sagrada)

Deus, o Pai, permitiu que seu Filho fosse levado a cruz, tornando-se Ele mesmo o sacrifício perfeito, para que aqueles que cressem em sua mensagem e o recebessem como Senhor e Salvador pudessem ter vida em sua presença.

Diante de um ato de amor extremo como este, qual o sentido de colocar dor sobre o ser humano!? Seria como roubar alguém e depois procurar a pessoa dizendo, “achei o bem que lhe roubaram e vim lhe devolver”. Tal atitude não demonstra bondade e sim interesse de desfazer um mal que você mesmo provocou buscando provar algo que você não é, o que não condiz com o testemunho bíblico do amor divino em relação ao ser humano.

A bíblia mostra que na Nova Aliança, Deus decide chamar atenção da humanidade por meio do amor, de um ato de amor. É impossível! Deus jamais colocara dor na vida de uma pessoa para que ela aceite sua mensagem, uma vez que isto anularia o sacrifício de seu Filho: Jesus.

A fé salvifica não pode ser produzida pela dor, e sim, pelo contato com Jesus, pelo ouvir a sua Palavra. Por este motivo o novo nascimento é o maior milagre realizado por Deus, onde pela fé em Jesus uma vez compreendido o motivo de seu sacrifício, o indivíduo tem sua natureza transformada, não mais a circuncisão como sinal de aliança, mas a fé, adquirindo com isto a condição de por livre e espontânea vontade: não pecar! A dor não tem em si a condição de produzir arrependimento, somente o Espírito Santo mediante a confissão individual de fé pode convencer o ser humano.

Muitas pessoas se achegaram a Jesus devido a problemas que lhes causavam grande dor, entretanto grande parte de seus seguidores tornaram-se discípulos pela sua Palavra, pelo testemunho divino de poder que fluía em sua vida. Como exemplo, temos no evangelho os doze apóstolos, Nicodemos, Zaqueu, a mulher samaritana entre outros; já no livro de Atos dos Apóstolos temos a conversão de um carcereiro, o centurião Cornélio, o apóstolo Paulo, um eunuco da Etiópia. Portanto a ação divina que tem por objetivo salvar o ser humano de seu próprio juízo é expressa na condição de fé, onde cada individuo pode ou não crer na morte expiatória de Jesus, já a ação de Jesus visando trazer de volta o ser humano a presença divina é expressa em sua vida, no anúncio do Reino de Deus, na obediência a Lei, na submissão plena a vontade de seu Pai, o que o levou a morte e morte de cruz.

Porque então permitir situações que coloquem dor na vida de uma pessoa.

Se dor produzisse arrependimento e fé genuína em Deus, por que permitir a morte de seu Filho. Porque Jesus enviaria o Espírito Santo que tem por principal tarefa convencer o ser humano do amor de Deus manifesto em Jesus, mediante a audição da Palavra, se bastaria apenas causar dor. O sofrimento e a dor não produziram no povo de Israel uma devoção pura e fiel ao Deus vivo, porque produziria nos gentios (impios).

Entretanto, parece que muitas pessoas só vem a Igreja quando há em sua vida um estado de dor extrema, seja na saúde, de fundo emocional, de relacionamento ou mesmo comportamental; é mais fácil trazer a Igreja alguém nesta condição.

Querido leitor, o mundo jaz no maligno e a natureza humana é pecaminosa. A soma destas duas verdades resulta em…

O pecado praticado no Edén trouxe a natureza humana a degeneração (separação) em relação ao que é divino, celestial. Uma das consequências foi a maldição do planeta terra o que por sua vez gerou toda sorte de moléstias a forma de vida humana, não só animal como vegetal etc. Temos ainda o enfrentamento comportamental e social vivenciado por todas as camadas de nossa sociedade atual. O resultado do confronto existente no mundo espiritual, provoca no dia a dia do indivíduo dor e sofrimento, uma vez que as pessoas estão totalmente expostas em meio a um campo de batalha. Cabe então lembrar que Lúcifer, ou Satanás como preferir é real, e junto dele habitam a região celestial da terra um terço de anjos, demônios que foram expulsos do céu, assim denominados por estarem em oposição a Deus.

Gostaria de pontuar mais uma verdade; por causa da natureza humana e carnal o ser humano tem a tendência a resistir a tudo o que é divino. Está é uma consequência derivada de milênios de cultura que transformaram o egocentrismo na principal razão da existência humana. Trazer alguém a Igreja (instituição) em meio a dor pode não produzir o novo nascimento, a salvação; isto porque o desejo humano é apenas se livrar da dor, do sofrimento vivenciado em seu dia a dia. O milagre pode encher a Igreja (templo), mas não aumenta o número de salvos. Independente disto nossa tarefa é trazer as pessoas a presença de Jesus, se com dor, ou por amor… Bem, façamos nossa parte, pois a tarefa de proclamar o Evangelho foi dada a Igreja.

Quando não há mais saída, quando a única coisa a se fazer é enfrentar, quando o horizonte está negro e nem mesmo a morfina passa a dor física, a alma silencia diante da destruição física da mente, do estado nervoso, resta então o espírito que tem sua origem em Deus. Por isto torna-se fácil conduzir alguém nesta condição a Cristo, pois o espírito humano clama a Deus, este é o momento, a hora de proporcionar a ele (espírito humano) a única coisa que o pora em condições de reagir; um encontro com Cristo Jesus, com Deus seu criador.

A vontade de Deus não é trazer o ser humano a seu reino pela dor, a vida de Jesus é a prova disto, em Cristo Jesus, Deus demonstra a plenitude do seu amor, manifesto por meio de um único sacrifício.

Se pelo amor ou pela dor, a verdade é que Jesus está pronto a curar libertar, dando vida e vida eterna, embora a vontade de Deus está manifesta no desejo de que todo ser humano receba seu Filho em amor chegando assim ao conhecimento da verdade.

Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos. (1Timóteo 2. 3-6 NT-Bíblia Sagrada)

Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas (destruindo conselhos) e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão.

(2Corintios 10. 3-6 NT-Bíblia Sagrada)

O MELHOR DE DEUS

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REFLEXÕES

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E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança…

(Gênesis 1. 26 RC Ilumina Gold 2009)

O último ato divino na criação do que chamamos planeta terra, foi o homem (ser humano). Após criar o ser humano determinando que este fosse o governador de tudo, Deus observa: “e viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom…” (Gênesis 1. 31)  Certamente Deus escolheu o homem para dominar e sujeitar a terra por ter criado este a sua imagem e semelhança, é possível afirmar que o homem era o melhor em sua obra, a coroa da criação, o melhor de Deus.

A bíblia como livro sagrado, Palavra de Deus, nos conta sobre o relacionamento de Deus com os seres humanos.   Não mais aquele homem que Deus havia criado em sua perfeição, mas um homem livre para fazer suas escolhas, conhecedor do bem e do mal. Por este motivo Deus preocupou-se em deixar sua Palavra à humanidade, demonstrando por meio dela seu sentimento em relação a sua criação.

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. (Ev. João 3. 16-17 RC-Ilumina Gold 2009)

A tarefa de Jesus consistia em salvar o ser humano; do pecado, do juízo e da justiça.   Isto porque todos pecaram e por isto foram destituídos da glória (presença) de Deus, carecendo por tanto da sua misericórdia manifesta por meio de Jesus, o Cristo (ungido).

Jesus veio ao mundo mostrar o amor de Deus pelas pessoas: Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros. (Ev. João 13. 34-35 RC-Ilumina Gold 2009)

Portanto é preciso que este amor seja primeiramente manifesto no meio de sua Igreja, uma vez que a obra de Deus consiste em amar o que de melhor Deus criou:

O ser humano.

Você ama aqueles que estão a sua volta?   Pai, mãe, irmãos, parentes, amigos…

Você tem amado aqueles que te perseguem e falam mal de você, aqueles que por algum motivo desconhecido não gostam de você.    Você ama seus irmãos na fé?

IGREJA!  VOCÊ TEM AMADO O PECADOR?

Onde estão as obras do teu amor.

E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, o Primeiro e o Derradeiro.

(Apocalipse 22. 12-13 RC Ilumina Gold 2009)

Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.

ΑΩ

CONSERVANDO A FÉ

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PARTE III

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Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que creem para a conservação da alma. (Hebreus 10. 39) 

Como já dito, na maratona da fé estamos propensos a perder sal, a final não somos do mundo, mas estamos nele.

O texto sobre o qual estamos discorrendo nos dá a dica de como conservar a fé; “ora, o fim do mandamento é a caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida”. (1Timóteo 1.5 RC)

Paulo se refere ao fim (termo que em grego significa “Télos” palavra que tem sua origem em “Téllo”, o limite, a conclusão de um ato; substantivo que significa final, um término) do mandamento destacando três pontos em especial; o amor de um coração puro, uma boa consciência e uma fé não fingida.

Amor de um coração puro:

Filho meu, atenta para as minhas palavras; às minhas razões (mandamentos) inclina o teu ouvido. Não as deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-as no meio do teu coração. Porque são vida para os que as acham e saúde, para o seu corpo. Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem às saídas da vida. (Provérbios 4. 20-23 RC Ilumina Gold 2009)

Guardar as Palavras de Deus em nosso coração é o único meio de nos mantermos puros a fim de reter o amor de Deus em nós.   A Palavra tem em si a condição de purificar nosso homem interior discernindo pensamentos e intenções, possibilitando que o Espírito Santo trate conosco.

Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar. (Hebreus 4. 12-13 RC Ilumina Gold 2009)

A ação da Palavra produz no crente uma mente que está em constante transformação dando a este o entendimento necessário para que não se conforme com o mundo a sua volta, mas para que possa neste tempo conhecer a vontade de Deus, por isto:

A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais; cantando ao Senhor com graça em vosso coração. (Colossenses 3. 16 RC Ilumina Gold 2009)

Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Romanos 12. 1-2 RC Ilumina Gold 2009)

Somente estando cientes da vontade de Deus poderemos compreender seu amor, santificando cada vez mais nossa vida em sua presença e mesmo em meio a um mundo em trevas, viveremos com um coração puro, basta que:

Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus. Pelo que, rejeitando toda imundícia e acúmulo de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar a vossa alma. E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. (Tiago 1. 19-22 RC Ilumina Gold 2009)

Como posso saber se meu coração é puro para que nele possa habitar o amor de Deus.

Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nele: aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou.(1João 2. 3-6 RC Ilumina Gold 2009)

 Uma boa consciência:

Por que a Igreja de hoje está, desgarrada, decepcionada, frustrada e acuada? Porque o conhecimento de Deus tem se esvaído da terra.

A história da humanidade está repleta de personagens, mitos e lendas que pré-figuram o cotidiano no intuito de desfazer a boa consciência humana em relação e Deus.   Desta forma o ser humano culpa Deus por todas as catástrofes e calamidades que ocorrem, inclusive em se tratando de suas próprias vidas.

Infelizmente em meio a Igreja isto também ocorre e por isto Paulo deixa Timóteo em Éfeso, para advertires a fim de que a consciência dos crentes não se perca em meio às fábulas.

Estando João Batista no cárcere enviou seus discípulos a Jesus com uma pergunta, “és tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro”? (Mateus 11.3 RC)

A resposta de Jesus aos discípulos de João foi:

E Jesus, respondendo, disse-lhes: Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho. E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço. (Mateus 11.4-6 RA Ilumina Gold 2009)

E bem-aventurado é aquele que se não escandalizar em mim. (Mateus 11. 6 RC Ilumina Gold 2009)

Jesus fala sobre o evangelho e suas obras, de repente pronuncia algo totalmente fora do contexto, “bem aventurado aquele que não achar em mim motivo de tropeço, de escândalo”.

Talvez, João tenha pensado, andei por este deserto, comi apenas mel silvestre e gafanhotos, me vesti com peles de camelos e couro, preguei a palavra de Deus, batizei para arrependimento de pecados, adverti a todos que se arrependessem.   Se Jesus for realmente o Messias Ele vai fazer algo por mim, vai me tirar deste lugar, a final, estou prezo.

Infelizmente muitos pensam assim, sem contudo examinar o que diz as escrituras e por isto ao enfrentarem as barreiras da vida acabam se perguntando.

Por que Deus curou o filho da irmã e não curou o meu?

Por que ainda não fui batizado com o Espírito Santo?

Por que eu estou orando há cinco anos e meu marido ainda não se converteu?

Por que eu não sou consagrado a obreiro, dei minha vida por esta Igreja (templo)?

Por que o pastor não me dá atenção, estou numa luta?

Por que uns são disciplinados e outros não?

Quando Jesus vai terminar com meu sofrimento?

Jesus dá um testemunho tremendo sobre João Batista, “em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista; mas aquele que é o menor no Reino dos céus é maior do que ele”.(Mateus 11.11)

No entanto João morreu decapitado, isto não o impediu de ter feito o que Deus lhe ordenou, não tirou de sobre ele a graça de Deus.

Boa consciência é uma qualidade da mente, uma capacidade de perceber a relação entre si e um ambiente, é ter conhecimento, noção do que se passa em nós, estar ciente, conhecer a ação que se deve tomar ser agradável, confortável, prazeroso.  Ter boa consciência significa ser como se deve ser, como convém que seja.

Talvez você esteja pensando que eu darei resposta a tais perguntas, lamento, mas não tenho as respostas.

O que posso dizer é, tais perguntas são o sintoma inicial da má consciência para com Deus.   Entenda, não somos deste mundo, mas como estamos nele.

O mundo não vos pode odiar, mas ele me odeia a mim, porquanto dele testifico que as suas obras são más. (João 7. 7 RC ilumina Gold 2009)

Se o mundo vos aborrece, sabei que, primeiro do que a vós, me aborreceu a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece. Lembrai-vos da palavra que vos disse: não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardarem a minha palavra, também guardarão a vossa. Mas tudo isso vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou. (João 15. 18-21 RC ilumina Gold 2009)

Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo. (João 16. 33 RC ilumina Gold 2009)

Não são do mundo, como eu do mundo não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. (João 17. 16-17 RC ilumina Gold 2009)

A bíblia diz que Deus nos deu armas poderosas.

Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo… (2Coríntios 10. 3-5 RC Ilumina Gold 2009)

O texto bíblico não diz que nossas armas são poderosas para destruir demônios e sim fortalezas, conselhos e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus.

Por este motivo devemos levar nosso entendimento cativo á obediência de Jesus, pois se assim não for, certamente poderemos nos deparar com as perguntas acima citadas, o que nos levará a buscar segundo nosso próprio entendimento uma resposta que nos seja agradável.   Neste momento carnal, emocional, onde queremos uma resposta, certamente o inimigo lançará sugestões que podem gerar uma má consciência para com Deus e passamos a atribuir a Jesus uma culpa que Ele não tem, esperando dEle algo que Ele não prometeu.   A vontade de Satanás é destruir o conhecimento que você já adquiriu ou possa adquirir de Deus uma vez que ele tem consciência de que:

Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente, sereis meus discípulos e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.(João 8. 31-32 RC Ilumina Gold 2009)

Muitos tem se desviado da fé ou mesmo blasfemado contra Deus, por não acharem respostas para os seus problemas, não entenderam que a vida em Deus está além de tudo isto, não receberam a revelação de que em Cristo somos mais do que vencedores.

Manter a boa consciência para com Deus é estar convicto que:

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. (João 3. 16-17 RC Ilumina Gold 2009)

Querido leitor, não importa a circunstância que você está vivendo, não importa meu irmão, o tamanho da dificuldade pela qual você está passando, mantenha sua boa consciência para com Deus, pois nada pode separar Cristo daquele que o recebe.

Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Romanos 8. 35-39 Ilumina Gold 2009)

Do que você tem convicção…

Você está bem certo disto…

 Continua…