DESTRUINDO FORTALEZA

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ANULANDO SOFISMAS

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Nesta oportunidade vamos analisar uma frase extraída de um texto Bíblico e muito utilizado no dia a dia do cristão, bem como em grande parte das mensagens que tem por objetivo apresentar Jesus o Cristo de Deus.

Conhecereis a verdade, e ela, a verdade vos libertará.

Ao ouvir tal afirmação é impossível não lembrar de uma das declarações mais emblemáticas de Jesus; “Eu sou o caminho, Eu sou a verdade e a vida…” A verdade a que Jesus se refere diz respeito ao conhecimento de sua própria pessoa, Ele está afirmando que ao conhecê-lo seremos livres.

Porque então muitas pessoas se afastam da fé cristã se nela reside a verdade: Jesus.

E porque muitos cristãos têm dificuldade em se desapegar de certos vícios e costumes cotidianos. Por que, num país de maioria cristã impera uma grande massa de práticas pecaminosas se Jesus é a base da fé cristã? Muitas pessoas dizem conhecer Jesus, porque então não estão livres.

A frase a qual estamos a observar revela o resultado de uma atitude, uma ação ou posição deveras adotada por um indivíduo. Quando nos aproximamos do texto observando-o em seu contexto, perceberemos de forma clara sobre o que Jesus está falando, e qual a verdadeira condição para que alguém seja livre. Observe:

Então, disse Jesus aos judeus que haviam crido nele: “Se permanecerdes na minha Palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (Ev. João 8. 31-32 Bíblia Sagrada)

O cenário nos mostra que Jesus está falando a religiosos, ao povo da aliança Mosaica, que tinha seus princípios de fé com base em Abraão e como verdade (revelação) única para suas vidas a Lei por meio da qual julgavam conhecer Deus. Entretanto, a manifestação de Jesus e sua mensagem, revelaram o contrário, pois, diante das práticas pecaminosas e do descumprimento do que fora acordado, o povo demonstrava não ter conhecimento do Deus de Abraão, Isaque e Jacó, ainda que este tenha lhes dado a Lei, para que seu cumprimento possibilitasse entre ambos uma comunhão.

O anúncio do Reino de Deus por parte de Jesus indicava que Deus faria algo novo, e realmente Ele o fez. A nova aliança está baseada na morte expiatória de Jesus onde a revelação não se restringe a um conjunto de normas e sim na observância de suas palavras que expressam a vontade de Deus, não só para o cristão mas também para toda a humanidade, aliada a ação do Espírito Santo que por meio da fé individual passaria a habitar na vida do indivíduo.

Verdades práticas e cotidianas, que devem ser observadas segundo o Logos de Deus, reveladas não por um conjunto de signos linguísticos, mas pela iluminação do Espírito Santo.

Certamente você conhece o Presidente de seu país mesmo que não tenha votado nele. Você sabe quem ele é, o que faz ou deve fazer, como chegou ao lugar de poder em que se encontra etc. Mas, se eu perguntasse a você, qual a cor preferida, ou a comida que mais gosta, ou com que estilo de roupa mais se identifica seu Presidente, você saberia responder.

Você conhece Jesus?

Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente, sereis meus discípulos… (Ev. João 8. 31 Bíblia Sagrada)

Ter conhecimento significa ter ideia, noção ou informação de alguma coisa; relacionar-se, conviver com alguém; ser perito ou versado numa determinada área; é ao mesmo tempo a condição de discernir, distinguir, reconhecer para com isto ter uma ideia justa, observada segundo a própria capacidade.

Lembro-me de uma época em que os jovens utilizavam um caderno denominado, “Questionário” a fim de conhecer melhor seus novos amigos. Nele, você colocava seus dados e logo após respondia as perguntas feitas pelo dono do caderno, que ao lhe entregar o caderno expressava o desejo de lhe conhecer melhor a fim de inclui-lo em seu círculo de amigos íntimos.

O evangelho nos mostra a vontade de Deus para a humanidade, nele o amor de Deus se revela por meio de Cristo Jesus, nele conhecemos mão só a história mas a pessoa de Jesus. Nele descobrimos a verdade exposta por Jesus que nos convida a permanecer, viver segundo tal verdade para que sejamos seus discípulos. A questão é, permanecer!

Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente, sereis meus discípulos”

Conhecer a verdade é resultado de uma condição; “se vós permanecerdes na minha Palavra”.

Aqueles homens julgavam conhecer Deus por meio de Abrão, portanto, não aceitavam o fato de serem escravos com base no conhecimento que tinham da ação divina entre seu povo.

Eles lhe responderam: “Somos descendentes de Abraão e nunca fomos escravos de ninguém. Como você pode dizer que seremos livres”? Jesus respondeu: “Digo-lhes a verdade: Todo aquele que vive pecando é escravo do pecado”. (Ev. João 8:33-34 Bíblia Sagrada)

Apenas ter conhecimento de Deus não liberta do pecado.

A libertação se dá quando entendemos a condição pecaminosa em que vivemos, reconhecendo a necessidade de encontrarmos o Deus criador, diante da incapacidade de reagirmos ao pecado que opera em nós, ista é a Salvação proposta por Deus em Cristo Jesus. Na caminhada cristã temos muitos indivíduos de fé que não entendem a necessidade permanecer (guardar, praticar, tomar posse para aplicação) nas verdades publicadas por Jesus e por isto não experimentam a libertação.

Se permanecerdes na minha Palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

Conhecer a verdade é resultado de permanecer na Palavra, enquanto que a libertação é o resultado do contato direto e íntimo com a verdade: Jesus.

Não se trata do conhecimento histórico, teológico, racional e sim do conhecimento como resultado de uma vida íntima. Neste contexto é fácil compreendermos porque muitos cristãos vivem entre altos e baixos espirituais; o porque muitos se afastam da fé cristã cheios de tristeza e frustração; é fácil compreender o porque nosso país não sofre uma transformação, a final, conhecemos ou não conhecemos Jesus.

Ser discípulo é permanecer (prática) na Palavra; permanecer na Palavra é conhecer Jesus.

O evangelho é a resposta de Deus aos questionamentos humanos, por meio dele você conhecerá Jesus e Ele, “Jesus” (a Verdade) te libertará no transcorrer prático de uma vida com Deus.

Querido leitor, permaneça na Palavra, conheça Jesus e certamente Ele te libertará.

Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão. (2Corintios 10. 3-6 NT-Bíblia Sagrada)

DESTRUINDO FORTALEZAS

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ANULANDO SOFISMAS

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Assim diz o Senhor:

Eis que irei separar o joio do trigo, tirarei todo joio do meio da Igreja.

Certamente muitos cristãos já ouviram está expressão vinda por meio de palavra profética, mas será que tal mensagem condiz com a verdade bíblica sobre a questão?

É preciso em primeiro lugar compreender que o ofício de profeta se encerrou com Jesus Cristo, Ele é o último profeta no que diz respeito a Palavra (revelação) de Deus para a humanidade.

Entre tanto, um dos oficios que constituem o Ministério da Palavra é o Profeta, referindo-se a revelação divina exposta de forma homilética, neste aspecto todo aquele que revela verdades divinas por meio da Palavra é um Profeta. Existe ainda uma capacitação que pode se somar ao ministério do Profeta, mas que está a disposição de toda Igreja segundo a vontade do Espírito Santo: o Dom de Profecia.

O dom de profecia visa revelar algo presente ou futuro no intuito de consolar, exortar e edificar. No Ministério da Palavra o ofício de profeta depende do contato que o ministro tem com a Palavra, já o Dom de Profecia depende da ação do Espírito Santo na vida do cristão.

Nossa intenção é observar apenas a Palavra proferida, é bíblica ou não.

Referindo-se ao reino dos céus Jesus por meio de uma parábola disse:

O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se. E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio. Então, vindo os servos do dono da casa, lhe disseram: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio? Ele, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso. Mas os servos lhe perguntaram: Queres que vamos e arranquemos o joio? Não! Replicou ele, para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo. Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro. (Ev. Mateus 13. 24-30 NT-Bíblia Sagrada)

Segundo o próprio Jesus o joio só será retirado ou separado no tempo da colheita, mas que tempo é este. O tempo da colheita aqui citado diz respeito ao arrebatamento da Igreja pois nele se conhecerá os que realmente fazem parte da Igreja invisível de Jesus. Após ouvirem tal parábola sem com tudo a compreender, os apóstolos questionaram Jesus sobre seu significado, Ele lhes respondeu.

O que semeia a boa semente é o Filho do Homem; o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do maligno; o inimigo que o semeou é o diabo; a ceifa é a consumação do século, e os ceifeiros são os anjos. Pois, assim como o joio é colhido e lançado ao fogo, assim será na consumação do século. Mandará o Filho do Homem os seus anjos, que ajuntarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniqüidade e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes. Então, os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça. (Ev. Mateus 13. 37-43 NT-Bíblia Sagrada)

Observe que Jesus fala de escândalos e de pessoas que praticam a iniquidade e mais uma vez Ele cita a consumação do século. Diante do texto exposto, será que Jesus falaria algo contrário a sua própria Palavra frente ao que já está registrado para conhecimento da Igreja. Em suas últimas instruções, Jesus falou aos discípulos que o Espírito Santo glorificaria seu nome, falaria do que recebeu dEle próprio.

Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar. (Ev. João 16. 13-14 NT-Bíblia Sagrada)

Será possível que o Espírito Santo fale por meio do Dom de Profecia algo que contraria a Palavra de Jesus. Certamente não, conforme o descrito na Palavra o joio só será separado do trigo na consumação do Século.

Portanto, tal expressão não procede nem como uma ação do Espirito Santo, nem com a Palavra de Jesus sobre a questão pois a vontade de Deus é que as pessoas permaneçam na Igreja uma vez que já foram salvas, mesmo que sejam fracas na fé. A Igreja está na terra justamente para atrair a Jesus aqueles que ainda serão salvos. É impossível que não existam escândalos disse Jesus, isto porque joio e trigo crescem juntos e na fase de crescimento é praticamente impossível identificá-los.

Se alguém está servindo de escândalo ou causando problemas em meio a uma congregação devido a suas atitudes, a melhor maneira de tratar a questão é ministrar sobre tal pessoa a Palavra de Deus. É o que está por detrás destas pessoas, de suas ações e atitudes que deve sair, primeiramente de suas vidas e consequentemente do ambiente da Igreja.

Caso não exista uma solução, precisamos entender que a Ministração da Palavra (ensinamento) expelirá tal pessoa, pois ela não suportará as verdades da Palavra quando Ministrada em demonstração de Poder e unção do Espírito Santo.

Porque Deus não arranca o joio? Porque tal violência também levaria a perda de trigo e segundo a própria Palavra de Deus sua vontade é tratar os corações a fim de que haja sujeição a sua vontade por parte de todos os que irão se salvar, e se há submissão, certamente Deus poderá corrigir os que ainda agem com infidelidade.

Convém frisarmos que tal parábola refere-se ao momento da consumação do século (o momento de mudança, de virada, de uma nova dispensação, do arrebatamento) onde então o joio será recolhido, até lá nossa tarefa é pregar a Palavra de Deus pois ela é a única capaz de limpar, produzindo não só o arrependimento como também a fé salvifica no ser humano. (salvifica=fé em Jesus)

Alguém pode dizer: E se houver pessoas enviadas pelo mal, justamente para provocar problemas, como disse Jesus: “os filhos do maligno”. Jesus utiliza o termo “filho” porque as atitudes provenientes do caráter de tais pessoas mostram sua inclinação ao mal, o que contraria a natureza dos filhos de Deus, que se inclinam a sujeição e obediência a Palavra de Deus. Tais pessoas tiveram tempo para se arrepender, se converter tal como Judas Iscariotes que andou lado a lado com Jesus, (Deus não matou Judas, Judas se matou). Entretanto na consumação do século não haverá misericórdia, ou seja, aqueles que andaram em iniquidade no meio da Igreja serão identificados com o pai da iniquidade, “Satanás”, o diabo (acusador); por isto são identificados como filhos do maligno.

 Joio e trigo são apenas alegorias, uma forma que o profeta usa para falar, pensam alguns.

Se a mensagem não condiz com a Palavra de Deus (que deve ser conhecida pelo Profeta) e mesmo assim foi proferida, bem, neste caso a responsabilidade é do Profeta. Como vimos tal expressão contraria a mensagem do Evangelho, portanto seu portador será responsabilizado por Jesus Cristo.

Gostaria de lembrar aos Profetas e aqueles que possuem o Dom de Profecia, que Jesus disse:

Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado. (Ev. Mateus 12. 36-37 NT-Bíblia Sagrada)

Use seu talento com responsabilidade.

Lembre-se, Deus rejeita o pecado mas ama o pecador.

Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão.

(2Corintios 10. 3-6 NT-Bíblia Sagrada)