NÃO PERCA A INTIMIDADE

This entry is part 17 of 24 in the series Reflexões I

REFLEXÕES

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E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. Mas ele se indignou e não queria entrar. E, saindo o pai, instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas. (Ev. Lucas 15. 26-29,31 Bíblia Sagrada)

O maior problema desse filho, era a falta de intimidade. Ele vivia com seu pai, era obediente, trabalhava não para si, mas para sua família. Provavelmente em seu corpo tinha as marcas de seu trabalho árduo e isto foi que lhe aborreceu. Mesmo trabalhando dia a dia ao lado de seu pai, ele perdeu a coisa mais importante, à intimidade. Tudo estava a sua disposição, não porque ele trabalhava, mas porque era filho.

Infelizmente muitos filhos e filhas de Deus estão nas mesmas condições, buscam viver em obediência a Palavra de Deus, desenvolvem diversas atividades na igreja. Entretanto o corre-corre diário os impede de se relacionar com seu Pai.

A falta de intimidade cega não apenas os olhos, mas o entendimento de que temos acesso, por meio de Jesus, a tudo que é do Pai. Está consumado, disse Jesus.

Tudo o que necessitamos é suprido por meio da obra de Cristo. Qual é a sua necessidade!?

Família?

Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará. (Salmo 35. 5 Bíblia Sagrada)

Saúde?

Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele  foi  ferido pelas nossas transgressões  e  moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz  estava  sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados.(Isaías 53. 4-5 Bíblia Sagrada)

Finanças?

Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança. E, por causa de vós, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; e a vide no campo não vos será estéril, diz o Senhor dos Exércitos. (Malaquias 3. 10-11 Bíblia Sagrada)

Salvação?

E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo…  Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus. (Joel 2. 32 ; Ev. João 1. 12-13 Bíblia Sagrada)

Ministério, Dons, Vida espiritual?

E, no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, que venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isso disse ele do Espírito, que haviam de receber os que nele cressem;…  Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai. E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. (Ev. João 7. 37-39; 14. 12-13 Bíblia Sagrada)

Tudo isto, está a tua disposição por meio da fé em Cristo Jesus, não perca mais seu tempo, desfrute hoje mesmo do que Deus tem para tua vida.

Como!?

Intimidade com o Espírito de Deus.

Somente a intimidade levará você a desfrutar de todas as bençãos de Deus.

VÓS ORAREIS ASSIM (3/11)

This entry is part 3 of 11 in the series ORAÇÃO

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Santificado seja o teu nome;

ADORAÇÃO

Jesus reverencia a Deus reconhecendo que seu nome é separado e por isto deve ser adorado uma vez que Ele é o grande EU SOU.   Quando Deus disse a Moisés diga ao povo que o Eu Sou te enviou, Ele estava dizendo: Eu existo, Eu trago a existência; Eu tenho vida em mim mesmo, Eu sou a vida; Eu faço acontecer; Eu Sou onipotente, onipresente, onisciente; Eu ando com vocês; Eu Sou o Que Sou.

Por este motivo o nome de Deus deve ser honrado, considerado, venerado e invocado como santo, uma vez que sua santidade nos retira da comunhão diária com o mundo e sua má influência para na oração experimentarmos momentos de intimidade, cientes de que somos admitidos na comunhão com Deus.

Devemos adorar, pois entendemos que estamos diante de Deus, de Jesus, o único digno, a final Ele deu sua vida por nós.

Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome… ((Filipenses 2. 7-9 RC-Ilumina Gold 2009)

Quando oramos estamos literalmente diante deste Jesus que tem todo o poder e por isto devemos sim adorá-lo da mesma forma que Ele adorou o nome de seu Pai a final:

E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. (Ev. Mateus 28. 18 RC)

Por isto nossa postura deve ser de reconhecimento de adoração.   Infelizmente vivemos dias onde a adoração está completamente banalizada em nossos altares.

Ao ensinar esta oração, será que Jesus se ajoelhou ou Ele a fez em pé.   Se estudarmos de forma mais profunda as escrituras descobrimos que a raiz primitiva da palavra adorar em hebraico significa prostrar-se, agachar-se, suplicar humildemente, inclinar-se, prestar reverencia, ou seja, literalmente curvar-se.

Ao longo da história bíblica vemos que a interpretação humana para adorar varia conforme os tempos.  Caim e Abel adoraram com uma oferta de seu trabalho; Noé ergueu um altar e sacrificou animais ao pisar em terra seca; em Canaã Abraão edificou um altar para invocar o nome do Senhor; a Moisés, Deus ordena a construção de um tabernáculo a fim de que o povo pudesse adorá-lo e Ele pudesse estar entre seu povo.   De forma individual adorar era entendido pelo ato de curvar-se, prostrar-se, o que normalmente os hebreus faziam vestidos de pano de saco grosseiro, lançando sobre si terra ou cinzas.

E aconteceu que Ezequias, tendo-o ouvido, rasgou as suas vestes, e se cobriu de pano de saco, e entrou na Casa do Senhor. (2Reis 19. 1 RC – Ilumina Gold 2009)

E, no dia vinte e quatro deste mês, se ajuntaram os filhos de Israel com jejum e com pano de saco e traziam terra sobre si. ( Nemias 9. 1 RC – Ilumina Gold 2009)

Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza. (Daniel 9. 3 RC – Ilumina Gold 2009)

A beira da fonte de Jacó que estava situada em Sicar-Samaria Jesus anuncia a boa nova a uma mulher e lhe fala sobre a verdadeira adoração.

Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. (Ev. João 4. 24 RC –Ilumina Gold 2009)

Em nossos dias a adoração é feita por meio de músicas, de palavras que glorificam a Deus, palmas, danças e tantas outras coisas, para alguns até a oferta financeira é uma forma de adorar.   Ignoramos o que Jesus disse, “importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”.

Por meio de Jesus uma nova forma de relacionamento foi estabelecida entre Deus e os homens.   Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. (2Corintios 5. 17 RC Ilumina Gold 2009)

O ser humano é reconciliado com Deus por meio da fé em Jesus, passando a ser não mais servo, mas filho do Deus altíssimo.

Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus. ( Ev. João 1. 12-13 RC Ilumina Gold 2009)

Segundo a tradição bíblica e a própria ciência o ser humano está dividido em três partes, corpo, alma e espírito.   Quando Jesus diz que devemos adorar em espírito significa nos despojarmos de nossa alma (emoção) de nosso corpo (desejos) para única e exclusivamente adorar, nos rendermos a Deus ficando literalmente nus diante dEle, como uma criança ao nascer, totalmente dependente.

Obviamente Deus sabe que nosso espírito habita num corpo e possui uma alma, por este motivo devemos adorar em verdade.   Mas o que é a verdade!?

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim. (Ev. João 1. 14; 14. 6 RC Ilumina Gold 2009)

Jesus é a verdade.    Devemos observar seus ensinamentos para que nossa vida seja conforme a verdade, devemos buscar viver na prática das verdades ensinadas por Jesus.

Não podemos dizer qual posição Jesus adotou ao ensinar esta oração, mas uma coisa é certa, Ele orava em espírito, pois vivia a verdade.

Neste aspecto orar significa relacionar-se de forma íntima com Deus, onde nosso espírito (coração, nosso eu) reconhece seu criador, assumindo uma postura de dependência total em relação a Deus e a prática de sua Palavra que deve ser aplicada em toda nossa forma de viver.

Santificado seja o teu nome… Eu posso!   Sim eu posso estar diante de Deus, eu posso adorar em espírito, eu posso adorar em verdade.

Em oração eu estou face a face contigo, por isto receba minha adoração.

Na oração, é melhor ter um coração sem palavras do que palavras sem um coração.

John Bunyan (1628-1688)

 

VÓS ORAREIS ASSIM (1/11)

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Gostaria de abordar um tema discutido e ensinado demasiadamente, cujo qual existe muita literatura e não é por menos, a final ele é o veículo pelo qual nos relacionamos com Deus: a oração.

Normalmente aprendemos sobre os tipos de oração e seu sentido; sobre como orar para experimentar sua eficácia, neste contexto temos os mais variados títulos sobre o tema: Oração de Guerra, de cura, de intercessão; oração vitoriosa, familiar, financeira; o homem e a mulher de oração, o poder da oração, como se deve orar etc…

Faremos uma abordagem ao tema com base em uma oração feita por Jesus no capítulo seis do evangelho de Mateus, também conhecida como a oração modelo.

Teria Jesus deixado um modelo que deve servir como reza (recitar a mesma oratória) ou existe algo a mais na sua oração!?  O que Jesus tentou transmitir aos apóstolos por meio de sua oração?

Os capítulos cinco, seis e sete do evangelho de Mateus nos apresentam o maior conjunto de doutrinas (princípios) ensinadas por Jesus.   Também conhecido como sermão da montanha o texto mostra um discurso que visa mudar a atitude do povo uma vez que a prática dos princípios da antiga aliança estavam corrompidas.

Entre as falsas práticas combatidas por Jesus em seu discurso está a oração.

E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. (Ev. Mateus 6. 5-6 RA Ilumina Gold 2009)

Num primeiro momento Jesus condena a atitude do povo de Deus (judeus), que não obedece a sua Palavra, mas oram em público demonstrando um relacionamento com Deus que eles não possuem; uma religiosidade que eles não tem, na verdade tal atitude visa adquirir respeito diante daqueles que os veem (homens), por isto tais orações tornam-se fingidas, simuladas, falsas diante do Senhor, “o que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável”. (Provérbios 28. 9 RA)

Entendendo a oração como um momento de intimidade com Deus, Jesus ensina que a atitude correta ao orar é falar em secreto com seu Pai; um casal não se relaciona de forma íntima em público, ao contrário, isto só ocorre em um local fechado onde sintam segurança para ali se exporem intimamente, o mesmo deve ocorrer conosco em relação a Deus.

E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais. (Ev. Mateus 6. 7-8 RA Ilumina Gold 2009)

Jesus se reporta agora aos gentios (não judeus) que desde aquele tempo usam a repetição (rezas, prece) como forma de oração para dizer; “não orem apenas porque precisam de algo, pois Deus sabe o que necessitais”.   Certamente a reza produz a quebra do vínculo de intimidade com Deus, pois nela o orador torna-se um agente passivo sujeito à expressão já exposta em sua prece.   Não se pode alcançar nada do Senhor pelo muito falar, nossa força não está em nossas palavras, mas no desejo de um relacionamento real e verdadeiro com Jesus.

Experimente orar, relacionar-se com Ele.   Nunca se esqueça, antes que você peça Ele já sabe o que vais pedir, bem como sabe, se o que você necessita é realmente aquilo que você está pedindo.

Jesus ensinou como orar, dando Ele mesmo o exemplo a fim de que seus discípulos possam experimentar um relacionamento real e verdadeiro com Deus, onde a vontade dEle será sempre soberana.

Portanto, vós orareis assim:

Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;

venha o teu reino;

faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;

o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;

e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;

e não nos deixes cair em tentação;

mas livra-nos do mal

(Ev. Mateus 6. 9 – 13 RA-Ilumina Gold 2009) )

Infelizmente nos detemos unicamente na oração propriamente dita (palavras) e deixamos passar a condição que ela exige, é por certo que tal oração tem poder uma vez que é Palavra de Deus, entretanto por detrás de cada frase, existe uma postura a ser observada.   O que Jesus está ensinando não é um conjunto de palavras a serem repetidas, mas suas Palavras demonstram a condição que devemos estar ao chegarmos diante de Deus em oração.   Condição esta que vai além de um simples momento, exigindo que o orador desenvolva uma série de atitudes que deverão fazer parte de sua vida como um todo.   Sob este aspecto será que temos condição de orar a Deus conforme Jesus orou?

“O que o homem é, é sobre seus joelhos diante de Deus, e nada mais.”

Robert Murray McCheyne (1813-1843)

Continua…