VOLTANDO ÁS ORIGENS (Parte I)

This entry is part 1 of 7 in the series Palavra do Pastor - Márcio R Silveira

Vida de Oração 

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Havia uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser, avançada em dias, que vivera com seu marido sete anos desde que se casara e que era viúva de oitenta e quatro anos. Esta não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações. E, chegando naquela hora, dava graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.

(Ev. Lucas 2:36-38 Bíblia Sagrada)


Em apenas poucos versículos, Deus nos informa tudo o que precisamos saber sobre Ana, mulher piedosa que o amava. Aprendemos que:

Ana era viúva. Essa mulher conheceu o sofrimento por ter perdido seu marido sete anos após o casamento. Mas, permitiu que o sofrimento moldasse seu caráter e fortalecesse sua fé, dedicando o resto da vida servindo fielmente a Deus, de dia e de noite.
Ana era uma mulher idosa. Aos 84 anos, ainda aguardava a “redenção de Jerusalém”, o Messias, o Salvador, Jesus! Que grande bênção essa mulher recebeu quando Deus recompensou seus anos de fé permitindo que ela visse em carne e osso, a Esperança de Israel!


Como se deu esse acontecimento tão alegre? Quando Maria levou o pequenino Jesus ao templo para cumprir as exigências da lei, Deus inspirou Simeão a proclamar a missão de Jesus na história da humanidade e a profetizar sobre o ministério de nosso Salvador e sobre o sofrimento de Maria.
Logo em seguida à visão que Simeão teve a respeito de Maria, Deus inspirou Ana a concentrar-se mais uma vez no fato de que Jesus cumpriria as profecias e traria redenção ao mundo.
A vida de Ana nos oferece duas lições importantes.

Primeiro; vemos o fruto da fé duradoura. Fé “é a certeza de coisas que se esperam…” (Hebreus 11:1 Bíblia Sagrada ). Meus irmãos, a vossa fé permanece inabalável, não se apaga, não esfria, não vacila, enquanto você esperar em Deus a segunda vinda de Cristo.


Segundo; aprendemos uma lição sobre o encorajamento recíproco. Como devem ter calado fundo na alma transpassada de Maria as palavras de fé proferidas por Ana. Enquanto Maria carregava seu precioso bebê e meditava sobre a advertência de Simeão, Ana proferiu palavras de encorajamento que, com certeza, agiram como um bálsamo e acalmaram sua aflição.


Você têm procurado animar, encorajar e revigorar os abatidos? Proferir palavras de fé inabalável em Deus, no momento certo, aos que estão desanimados é uma verdadeira arte divina.


O apóstolo Paulo falou por todos nós quando declarou, com sabedoria, que “o nosso homem exterior” se deteriora (2 Coríntios 4:16 Bíblia Sagrada). A vida nos ensina que isto é verdade, o corpo se desgasta dia após dia. Porém, em seguida, Paulo apresenta o segredo para suportar esse declínio: “Contudo o homem interior se renova de dia em dia”.


Preste atenção ao que o eloquente William Barclay nos diz sobre esse segredo:
Ao longo da vida, a força física do homem declina, mas, por outro lado, a alma do homem se mantém em constante desenvolvimento. Os sofrimentos que enfraquecem o corpo do homem podem ser os responsáveis pelo fortalecimento de sua alma. Esta foi a oração de um poeta: “Permita que eu me torne cada vez mais encantador à medida que for envelhecendo.”


Do ponto de vista físico, a vida pode significar um declínio lento e inevitável que leva à morte. Porém, do ponto de vista espiritual, viver significa subir a montanha que leva à presença de Deus. Nenhum homem deve temer o avanço da idade, porque ele o leva mais para perto, não da morte, mas de Deus.
Certamente Ana foi uma mulher que se tornou mais encantadora à medida que foi envelhecendo. Aos 84 anos de idade e, sem dúvida, suportando as dores que chegam com a velhice, essa querida serva sabia aproximar-se de Deus: ela jejuava e orava continuamente.
Ana nunca deixou de orar. Quando a vida parecia sem sentido (sem marido, sem filhos e, talvez, sem meios de sustento), Ana orava.

Dia após dia, ela renovava sua mente e seu interior por meio da oração acompanhada de jejum.

Essa comunhão diária, contínua e fiel com Deus, a Fonte de toda força, possibilitou que Ana escalasse a montanha que leva à presença do Senhor. De fato, a fidelidade diária de Ana foi recompensada, porque viu Deus quando contemplou o menino Jesus. O Senhor e Salvador finalmente havia chegado!
Dia após dia, que você possa seguir os passos de Ana e olhar para o Senhor em busca de força e graça

Voltemos ás origens, voltemos a prática da oração.

Deus vos abençoe.

NA PRESENÇA DE DEUS

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REFLEXÕES

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Existem momentos na vida que nos sentimos totalmente impotentes cercados, acuados, sem ter uma saída.  Precisamos tomar uma decisão e não sabemos o que fazer, para que lado ir, que rumo tomar.   As emoções tornam-se abaladas; a vida física; os relacionamentos; nenhum esforço empregado parece funcionar é como tentar parar uma onda em nossa frente, mas como segurar a água.

O tempo passa e você precisa tomar uma atitude, mas o que fazer.

O mundo jaz no maligno por conta disto as pessoas estão completamente perdidas quanto ao rumo de suas vidas e infelizmente frente às adversidades muitos cristãos não sabem o que fazer ou como agir.

Talvez este seja o maior problema, não colocamos toda nossa vida e nossas decisões na presença de Deus, menos ainda as situações adversas, na verdade geralmente, tentamos resolver tais questões segundo nosso entendimento ou conforme aquilo que entendemos ser vontade de Deus.

Quanto tempo você ora a Deus antes de tomar decisão sobre um determinado assunto?

É seu costume apresentar a Deus todas as questões da sua vida?

A bíblia diz que o rei Ezequias pagou tributo a Senaqueribe rei da Assíria para evitar um ataque a Jerusalém, tudo indica que ele teve medo do que poderia acontecer.

Porém, no ano décimo quarto do rei Ezequias subiu Senaqueribe, rei da Assíria, contra todas as cidades fortes de Judá e as tomou. Então, Ezequias, rei de Judá, enviou ao rei da Assíria, a Laquis, dizendo: Pequei; retira-te de mim; tudo o que me impuseres levarei. (2Reis 18. 13-14 RC)

Diante do medo, encurralados pelas circunstancias, recorremos a soluções que não estão de acordo com nossa fé.   A tentativa de Ezequias só poderia ter um resultado o fracasso. Diz a Palavra que Senaqueribe envia cartas, uma forma de oficializar sua intenção, reafirmando que destruirá Jerusalém; o que fazer diante de um exército gigantesco, de um rei determinado!

Recebendo, pois, Ezequias as cartas das mãos dos mensageiros e lendo-as, subiu à Casa do Senhor; e Ezequias as estendeu perante o Senhor. E orou Ezequias perante o Senhor e disse: Ó Senhor, Deus de Israel, que habitas entre os querubins, tu mesmo, só tu és Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste os céus e a terra.

Inclina, Senhor, o teu ouvido e ouve; abre, Senhor, os teus olhos e olha: e ouve as palavras de Senaqueribe, que ele enviou para afrontar o Deus vivo. (2Reis 19. 14-16 RC)

Querido amigo e irmão!  Esta afronta não é contra você e sim contra aquele que te criou, contra o autor e consumador da nossa fé: Jesus

Faça o que Ezequias fez, tome em suas mãos o documento que identifica os que se levantam contra ti, dobre teus joelhos e os leve a Deus, literalmente diga: ouve as palavras do inimigo, do problema que se levanta contra minha vida, contra minha fé em ti.   Eis as palavras que ele enviou para afrontar o Deus vivo.

Não importa a situação, fale com o Espírito Santo; leve a presença de Deus; entregue a Jesus confie nEle e o mais, tudo Ele fará.

Sucedeu, pois, que naquela mesma noite, saiu o anjo do Senhor e feriu no arraial dos assírios, cento e oitenta e cinco mil deles; e, levantando-se pela manhã cedo, eis que todos eram corpos mortos. (2Reis 19. 35 RC)

Glória Deus!!!!!!!!!!!!

Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas.

Ev. Lucas 1. 37

VÓS ORAREIS ASSIM (8/11)

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assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;

 PERDÃO

Sem duvida este é um dos temas mais fascinantes da Escritura Sagrada e por isto, foi grandemente abordado por Jesus em seus ensinamentos.   Em sua oração Jesus diz “e perdoa-nos as nossas dívidas; assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”…

Como já observado anteriormente é impossível obter perdão sem se expor diante de Deus, sem confessar ao menos aquilo que sabemos ser errado, mas que por algum motivo acabamos praticando num determinado momento.  Mais do que isto expor-se a Deus implica em demonstrar capacidade de perdoar, neste aspecto obter o perdão está relacionado não apenas à confissão, mas a condição de dar a outro aquilo que se busca diante de um erro cometido. Na maioria de seus ensinos Jesus mostra que o perdão divino está relacionado à capacidade que o individuo tem em perdoar, dando a seu próximo aquilo que deseja para si.

Temos perdoado aos nossos devedores!

A final, o que é perdoar?

A primeira coisa que precisamos entender é, a necessidade de perdão surge de uma falta, delito ou ofensa; um ato grave contra a lei ou anormal; ou ainda um ato digno de repreensão ou castigo.   Portanto, envolve duas partes, uma ativa e a outra passiva.

Ativo é aquele que pratica o ato, ofensa ou delito, aquele que está em falta; já o passivo é aquele que em resultado do ato, ofensa, delito ou falta tem o que considera de seu direito violado.

Dessa forma, o ensinamento de Jesus vai de encontro a ativo e passivo, conduzindo não só o ativo a pedir perdão como o passivo em liberar perdão, pois nunca sabemos em que lado podemos estar de uma situação como está.   Por este motivo é grande a ênfase nos ensinamentos de Jesus sobre o dever de perdoar.

Diante do já exposto, perdoar é conceder perdão, desculpar, remir, absolver, poupar; significa isentar, livrar da pena, tirar do cativeiro, reabilitar ao estado anterior.   Demonstra no agente passivo a capacidade de ser humanitário tolerante ainda que fique com o prejuízo, seja ele moral, sentimental ou físico.

Entretanto o apego às coisas deste mundo, o senso de justiça que a cada dia torna-se mais forte no ser humano o impede de perdoar, uma vez que o egocentrismo tem imperado no coração e na mente das pessoas.   Mesmo em meio a Igreja é possível ver, viver e presenciar situações que não se resolvem por falta de perdão, contrariando aquilo que nos ensinou Jesus.

A falta de perdão traz muitos malefícios para a vida do ser humano, pois pode abalar sua vida emocional e física, quanto mais a de um cristão que diante do perdão retido pode sim naufragar na fé, vindo com isto a perder sua salvação.

Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas. (Ev. Mateus 6. 14-15 RA)

O texto acima descreve as palavras de Jesus após sua oração, pergunto: Se Deus não perdoar as ofensas de um cristão pode ele ser salvo?

Ao chegar diante de Deus Jesus diz: “me perdoa, assim como eu tenho perdoado aqueles que me devem”.  

Mais do que dizer a Deus, “me perdoa”, nós devemos perdoar, está é a ênfase de Jesus em sua oração, tal expressão demonstra que o ato de perdoar é comum na vida de Jesus, uma prática corriqueira, diária, uma prática que demonstra seu real amor pela humanidade.

E por falar em amor, é possível amar ao próximo sem com isto ter a capacidade de perdoar?   Jesus estava pronto a perdoar, está deve ser nossa postura frente às adversidades que se levantarão em nossas vidas, perdoe!

Muitos foram os ensinamentos de Jesus sobre o perdão, entretanto seu exemplo é incomparável:

E, quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram e aos malfeitores, um, à direita, e outro, à esquerda. E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes. E o povo estava olhando. E também os príncipes zombavam dele, dizendo: Aos outros salvou; salve-se a si mesmo, se este é o Cristo, o escolhido de Deus. E também os soldados escarneciam dele, chegando-se a ele, e apresentando-lhe vinagre, e dizendo: Se tu és o Rei dos judeus, salva-te a ti mesmo.(Ev. Lucas 23. 33-37 RC-Ilumina Gold)

Você pode dizer a Deus, “Pai, me perdoa, assim como eu tenho perdoado aqueles que me devem”. 

 “A oração é o encontro da sede de Deus com a sede do homem.”

Agostinho de Hipona (354-430 d.C)