TIRE AS ATADURAS (3/4)

This entry is part 3 of 4 in the series Tire as Ataduras

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…Maria, porém, ficou assentada em casa.

(Ev. João 11. 20b RC).

Declínio da fé, este foi o resultado da situação vivida por Maria.    Talvez ela tenha pensado “por que deixar aqueles que estão presentes aqui comigo, que vieram me consolar para atender Jesus. Pedimos a Ele que viesse, mas Ele ainda se demorou mais dois dias no lugar onde estava, não atendeu nosso pedido de socorro, não se importou com a vida de nosso irmão, por que eu deveria agora ir até Ele”.

Não! Não vou até Ele, vou permanecer aqui.

Decepção, frustração, dor e impotência, sentimentos que tem levado muitos cristãos a abandonarem a fé em Cristo Jesus.    Em geral pensamos estar fortes, firmes na fé, no entanto basta soprar um vento forte em nossa vida financeira, nossa saúde, ou em nossa família, no ministério, contrariando as nossas expectativas para então revelarmos nosso verdadeiro caráter espiritual.

Na estrutura humana existe o desejo de ser prontamente atendido, de individualidade quando se trata de suas próprias necessidades, de achar que as coisas devem ser do seu jeito, na sua hora.   Mas, e quando Deus não age conforme o que desejamos ou esperamos.   O que acontece quando a ação divina não é segundo nossa vontade; quando não alcançamos uma promessa contida na Palavra de Deus.   Desviamos-nos?

A final que tipo de fé temos em Deus.

A fé cristã não está baseada em milagres, tão pouco na prosperidade, ou em curas, menos ainda na auto satisfação de um individuo.   A genuína fé cristã gera um milagre único, que ocorre apenas uma vez na vida de uma pessoa, “o novo nascimento”, para que então possamos experimentar uma vida de intimidade com Deus por meio da observância prática de sua Palavra.   O verdadeiro cristianismo revela aos olhos do fiel que este não é o seu mundo, possibilitando por meio desta verdade que cada cristão possa se desprender de tudo e de todos, a fim de que esteja pronto para a grande promessa: a eternidade com Deus.

Eis a diferença entre a Igreja de nossos dias e a Igreja primitiva.   A Igreja primitiva cria em Jesus a ponto de desprender-se do mundo, despojando-se do seu próprio eu, de tal maneira que nem a morte podia lhes amedrontar, pois entendiam que esta apenas os levaria para mais perto de Jesus.    Por este motivo não valorizaram suas vidas, a final o homem só pode matar a carne, por causa desta fé foram levados ao martírio, feitos de espetáculo para os que vivem de forma natural ainda assim, diante da morte não negaram o nome de Jesus.

Hoje!   A Igreja vive para a solução de conflitos internos, buscando discípulos segundo uma visão denominacional, homens e mulheres que sejam fiéis ao abraçar a obra do ministério.

A Igreja primitiva desenvolveu no seu andar diário uma prática de comunhão com o Espírito de Deus, sua expectativa estava na volta de Jesus, já a Igreja de nossos dias vive em busca do milagre, da prosperidade, da satisfação pessoal, desejando receber neste mundo as bênçãos do Senhor.

Mesmo tendo aprendido aos pés de Jesus, a fé de Maria se mostra vacilante diante da perda de seu irmão.   Qual seria a sua reação se estivesse em seu lugar?   Imagine que você pede algo a Jesus, algo que considera de extrema importância e urgência, Ele por sua vez não soluciona a questão segundo o seu ponto de vista, qual será a sua reação.

Após falar com Jesus, Marta volta para sua casa e em separado diz a Maria, Jesus te chama.   Na verdade Jesus não chamou Maria, entretanto percebendo a situação espiritual de sua irmã, que amargava a dor da perda, a decepção e a tristeza, Marta achou por bem dizer-lhe, o mestre te chama.   Talvez ela tenha dito: Maria Independente do que estamos passando nossa esperança está na fé que temos em Jesus.   Ele me disse: Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá.    Ouvindo Maria a palavra de sua irmã, reúne o restante das forças que lhe sobraram a sai ao encontro de Jesus, crendo que Ele a confortará.

Tendo, pois, Maria chegado aonde Jesus estava e vendo-o, lançou-se aos seus pés, dizendo-lhe: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. (Ev. João 11. 32 RC).

A questão na cena descrita não é a ressurreição de Lázaro e sim o fato de que sua fé está em declínio, sua alma está angustiada, repleta de culpa, pois seus sentimentos a fizeram rejeitar a fé, ignorando a Palavra de Deus: Jesus!

Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Maria não está pedindo a Jesus que ressuscite seu irmão, na verdade sua fala aponta para o motivo que a fez ficar naquela situação, por isto se joga aos pés de Jesus, reconhecendo sua impotência diante dos fatos que se sucederam, a final, por causa deles sua vida espiritual estava se esvaindo.

Jesus, pois, quando a viu chorar e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-se muito em espírito e perturbou-se. (Ev. João 11. 33 RC).

Diante do sofrimento humano, Jesus moveu-se em espírito e perturbou-se, Jesus se compadeceu e disse: Onde o pusestes?    Ao observar Maria, que chora junto aos judeus que ali estavam; Jesus chorou. (Ev. João 11. 35 RC).

Chorou ao ver a dor, o sofrimento, o estrago que a perda de um ente querido causou na vida espiritual de Maria.   Aquela que um dia assentou-se aos seus pés provando as palavras da vida eterna,  agora estava ali em sua frente, envolta num rio de lágrimas e sofrimento, com sua fé totalmente abalada.

Não permita que as situações da vida, que circunstâncias naturais lhe roubem a fé; a vida que nos foi dada por Deus em Cristo Jesus.   Não importa o tamanho do problema, da perda, da dor, creia!   Jesus te ama e tem o melhor para você.

Faça como Maria, mesmo em meio a uma situação difícil, de um passo de fé.

Lança-te aos pés de Jesus, confia nEle e o mais, Ele tudo fará.

Disse Jesus: Tirai a pedra.

Continua…

EM BUSCA DA VITÓRIA

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REFLEXÕES

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Tudo o que eu te ordeno observarás;

nada lhe acrescentarás, nem diminuirás.

(Deuteronômio 12. 32 RA Ilumina Gold)

Este é o motivo que leva uma pessoa a vitória, guardar a Palavra.   Observando Deuteronômio capitulo doze, veremos uma série de ordens dadas por Moisés que dizem respeito aos benefícios que o povo alcançaria de Deus. Nele está inserido o verso vinte e oito que nos diz:

Guarda e cumpre todas estas palavras que te ordeno, para que bem te suceda a ti e a teus filhos, depois de ti, para sempre, quando fizeres o que é bom e reto aos olhos do Senhor, teu Deus. (Deuteronômio 12. 28 RA)

Segundo esta Palavra, ser bem sucedido a ponto de ter o sucesso transferido a nossa posteridade significa fazer o que é bom e reto aos olhos do Senhor.

É possível fazer o que é bom e reto?

Sim, é possível quando observamos as Palavras que Deus nos ordena.

Guardai, pois, todos os mandamentos que hoje vos ordeno, para que sejais fortes, e entreis, e possuais a terra para onde vos dirigis; para que prolongueis os dias na terra que o Senhor, sob juramento, prometeu dar a vossos pais e à sua descendência, terra que mana leite e mel. (Deuteronômio 11. 8-9 RA)

Quando guardamos; praticamos os estatutos da Palavra de Deus, encontramos vida pelo cumprimento de suas promessas.

Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. (Ev. João 8. 31-32 RA)

A verdade, somente a verdade pode nos levar a um caminho vitorioso isto porque ao observá-la experimentaremos a plenitude da graça de Deus sobre as nossas vidas; suas promessas.   A fórmula para sermos vitoriosos consiste em uma verdade que precisa ser vivida por aqueles que creem, “segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo”. (1 Pedro  1. 15-16 RA)

Portanto não diminua nem acrescente algo a Palavra, basta aplicar a verdade acima descrita em sua vida sentimental, familiar, seus negócios, sua saúde, seus projetos.

Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito.

(Gên 17. 1b)

Prática e obediência a Palavra de Deus, são necessárias aos que estão em busca da vitória.

Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.

ΑΩ

AQUIETAI-VOS E VEDE… (PARTE 1/4)

This entry is part 1 of 11 in the series Mensagem I

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Moisés, porém, respondeu ao povo: Não temais; aquietai-vos e vede o livramento do Senhor que, hoje, vos fará; porque os egípcios, que hoje vedes, nunca mais os tornareis a ver. O Senhor pelejará por vós, e vós vos calareis. (Êxodo 14. 13-14 RA Ilumina Gold 2009)

Quatrocentos e quarenta anos de escravidão!   Certamente o povo hebreu perdeu a expectativa de uma vida digna, de um futuro em liberdade; perdeu a esperança uma vez que o barulho do chicote lhes roubava a humanidade, arrancando de seus corações até mesmo a convicção nas promessas feitas pelo seu Deus, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó seu pai.   Diante da aflição restou-lhes apenas o clamor.

Disse ainda o Senhor: Certamente, vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento… (Êxodo 3. 7 RA Ilumina Gold 2009)

A história bíblica mostra que Deus tirou seu povo do Egito com braço forte, por meio de sinais, prodígios e maravilhas.   As pragas do Egito revelaram o poder de Deus frente aquele império, mostrando aos hebreus que sua vontade era dar a eles a liberdade.   O Êxodo nos revela o grande interesse divino em fazer cumprir sua Palavra, sua promessa.   Nenhum obstáculo resistiu ao agir do Senhor, uma vez que Moisés como mensageiro do grande “EU SOU, O QUE SOU” obedecia às ordens divinas com rigor diante de faraó e do povo hebreu.

Surpreendente é nos depararmos com a maior dificuldade enfrentada pelo Senhor na tarefa de conduzir seu povo à terra prometida.   A escravidão lapidou de forma tão profunda a carnalidade no caráter do povo hebreu que sua falta de fé os tornava inquietos levando-os a cometer o que considero o pior de todos os pecados: a murmuração

A dificuldade enfrentada pelo Senhor diz respeito à dureza do coração de seu próprio povo, que insistia em não crer, murmurando contra o próprio Deus.

Murmurar significa produzir murmúrio, sussurrar; lastimar-se, queixar-se em voz baixa, resmungar; segredar.    Compreende-se o murmurador como aquele que diz mal do próximo; que é difamador ou maldizente.   A murmuração consiste em acusação contra a honra e a reputação de alguém, normalmente com a intenção de torná-lo passível de descrédito na opinião pública, sua expressão revela a inquietude e a falta de fé gerada no coração do povo devido aos anos de escravidão.

Em obediência a uma ordem divina o povo se vê diante do mar tendo em sua retaguarda as tropas de faraó que avançam sobre eles, mesmo tendo sido testemunhas do que Deus fez no Egito sua reação é lamentável.

E, chegando Faraó, os filhos de Israel levantaram os olhos, e eis que os egípcios vinham atrás deles, e temeram muito; então, os filhos de Israel clamaram ao Senhor. Disseram a Moisés: Será, por não haver sepulcros no Egito, que nos tiraste de lá, para que morramos neste deserto? Por que nos trataste assim, fazendo-nos sair do Egito? Não é isso o que te dissemos no Egito: deixa-nos, para que sirvamos os egípcios? Pois melhor nos fora servir aos egípcios do que morrermos no deserto.

Acredito que Moisés tomado pelo Espírito de Deus lhes respondeu.

“Não temais; aquietai-vos e vede o livramento do Senhor que, hoje, vos fará; porque os egípcios, que hoje vedes, nunca mais os tornareis a ver. O Senhor pelejará por vós, e vós vos calareis”.

Descobrimos nesta passagem uma sentença última para aqueles que desejam vencer.

SILÊNCIO!

Quesito fundamental para vitória.

Muitas pessoas não alcançam sua vitória porque não conseguem ficar quietas diante de uma situação, não entendem que sua inquietação quando liberada por meio da fala, poderá lhes conduzir a uma falta de fé em Deus, frente à solução de uma determinada questão levando-as a prática da murmuração.

Murmurar conforme a maioria dos textos bíblicos consiste em acusar alguém, normalmente com a intenção de torná-lo passível de descrédito na opinião pública, imagine você, Deus querendo libertá-los e eles, acusando o Senhor diante dos obstáculos que se levantavam.

Vejamos como isto ocorre na prática.

Posto um problema, dá-se inicio a uma evolução verbal.

  Erro – tentamos entender de forma natural o que está acontecendo, buscando um motivo para tal.

  Erro – achar que tudo é um trabalhar de Deus e por isto devemos aceitar.

  Erro – culpar a si mesmo tentando encontrar onde errou para que tal evento tenha legalidade de ocorrer em sua vida, afinal eu sou crente.

  Erro – usar a Palavra de Deus para justificar seus pensamentos e atitudes.

  Erro – culpar os outros.

 Neste ponto, nasce a MURMURAÇÃO.

Perceba que em todos os pontos citados, o ato de falar está envolvido, isto porque a descrição aqui relatada mostra o que pode ser visto externamente, revelando uma inquietude interna do ser humano que irá gerar um pecado terrível: a murmuração.

Podemos comparar tal situação a um Tornado.   Segundo pesquisadores o tornado anda sobre a terra numa velocidade de quarenta quilômetros por hora podendo chegar até sessenta, no entanto os ventos que giram formando seu corpo podem chegar a mais de trezentos quilômetros por hora.   Sendo assim, o tornado anda bem devagar, mas a violência de seus ventos internos destroem tudo a sua volta.

Assim ocorre com as pessoas, enquanto o problema avança bem devagar em suas vidas, no seu interior os ventos provocam destruição, arrancando conceitos e princípios, ferindo seu caráter, gerando com isto uma força motora (pecado) que destrói tudo e todos a sua volta.

Por este motivo Moisés lhes disse aos hebreus: Aquietai-vos!

Para que eles não continuassem a pecar e pudessem mais uma vez contemplar o poder, a misericórdia e o amor de Deus, pois Moisés entendeu que diante do Senhor:

SILÊNCIO!

É UM QUESITO FUNDAMENTAL PARA VITÓRIA.

Continua…