DESTRUINDO FORTALEZAS

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Anulando sofismas

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Quem não vem pelo amor: vem pela dor!

Temos aqui uma expressão falada por noventa e cinco por cento dos cristãos, mas até que ponto ela é verdadeira se comparada as verdades Bíblicas. Será que tal expressão revela a verdadeira condição para que alguém se achegue a Deus. Será que este é o método utilizado por Deus para atrair o ser humano a sua presença.

Biblicamente temos no Antigo Testamento uma aliança baseada na Lei, cuja qual exigia muitos rituais devocionais, entre eles a circuncisão. Em muitas ocasiões Deus permitiu pragas, doenças, guerras e num caso mais extremo o próprio cativeiro babilônico, para que seu povo voltasse a guardar os Testemunhos da Aliança feita no Monte Sinai. Isto ocorreu devido ao fato do povo ser extremamente duro de coração, não compreendendo que os Mandamentos e a Lei os levariam a vida, uma vida na presença de Deus. Assim, eles adulteravam adorando a outros deuses, fizeram alianças com povos politeístas (adoram mais de um deus); deixaram suas viúvas e seus órfãos desprovidos, tornaram-se ingratos, murmuradores, desobedientes ao Testemunho e a Palavra de Deus.

Poderíamos comparar tal situação com um resfriado, o indivíduo vai até o médico que lhe receita um remédio. Entretanto uma vez passada a dor e os sintomas da gripe a pessoa simplesmente para de tomar a medicação, isto não lhe parece comum, talvez esta seja a resposta do porque temos em nossa casa medicamentos com conteúdo pela metade. Na verdade o que a pessoa quer é simplesmente não sentir as reações físicas da gripe, e passados tais sintomas ela para imediatamente com os cuidados necessários a cura da enfermidade sem se dar por conta ou saber que o vírus continua agindo. Por exemplo, uma gripe que não foi devidamente tratada pode evoluir para uma sinusite.

Neste contexto o sacrifício tratava o ato pecaminoso e não a natureza do pecado no indivíduo.

Diante do já exposto entendemos que o povo da Antiga Aliança não compreendia que a prática dos princípios da aliança lhes dava condição de andar na presença de Deus de forma plena, gozando de suas promessas e de seu cuidado, onde o sacrifício era o escape para os que pecavam, entretanto a prática desenfreada do pecado lhes afastava de Deus, uma vez que sua natureza não foi transformada pela obediência a Lei. Deus por sua vez se via na condição de atuar com juízo sobre o povo, permitindo uma série de situações que certamente trouxeram muita dor ao povo.

A Lei que era para vida trouxe sobre eles destruição uma vez que em seu entendimento bastava um sacrifício para estar limpo do pecado. O ato de sacrifício tornou-se o “habeas corpus” dos que andavam em práticas pecaminosas, dando a estes a ideia de liberdade para continuar com este tipo de vida, mesmos cientes que seus atos eram contrários ao Testemunho divino, afinal bastava sacrificar. Não entendiam que o exercício da Lei os ajudaria a tratar sua natureza; não julgavam necessário arrepender-se uma vez que o sacrifício os colocava novamente em condições de viver diante de Deus. Para eles, o cuidado, o zelo, o amor de Deus por suas vidas, manifesto na provisão do sacrifício a fim de que o próprio Deus pudesse habitar em seu meio tornou-se sem valor, pois ignoravam que a prática da Lei lhes daria condição de viver em comunhão com Deus e o seu descumprimento lhes traria morte e morte eterna.

A mensagem de Deus começa a mudar após o cativeiro babilônico quando por meio de Zacarias Deus fala a Zorobabel.

 Depois disso, o anjo mandou que eu entregasse a Zorobabel a seguinte mensagem de Deus, o Senhor:

Não será por meio de um poderoso exército nem pela sua própria força que você fará o que tem de fazer, mas pelo poder do meu Espírito. Sou eu, o Senhor Todo-Poderoso, quem está falando. (Zacarias 4. 6 AT-Bíblia Sagrada)

Diante do fracasso do povo escolhido, Deus envia seu próprio Filho ao mundo.

Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna. Pois Deus mandou o seu Filho para salvar o mundo e não para julgá-lo. (Ev. João 3. 16-17 NT-Bíblia Sagrada)

Deus, o Pai, permitiu que seu Filho fosse levado a cruz, tornando-se Ele mesmo o sacrifício perfeito, para que aqueles que cressem em sua mensagem e o recebessem como Senhor e Salvador pudessem ter vida em sua presença.

Diante de um ato de amor extremo como este, qual o sentido de colocar dor sobre o ser humano!? Seria como roubar alguém e depois procurar a pessoa dizendo, “achei o bem que lhe roubaram e vim lhe devolver”. Tal atitude não demonstra bondade e sim interesse de desfazer um mal que você mesmo provocou buscando provar algo que você não é, o que não condiz com o testemunho bíblico do amor divino em relação ao ser humano.

A bíblia mostra que na Nova Aliança, Deus decide chamar atenção da humanidade por meio do amor, de um ato de amor. É impossível! Deus jamais colocara dor na vida de uma pessoa para que ela aceite sua mensagem, uma vez que isto anularia o sacrifício de seu Filho: Jesus.

A fé salvifica não pode ser produzida pela dor, e sim, pelo contato com Jesus, pelo ouvir a sua Palavra. Por este motivo o novo nascimento é o maior milagre realizado por Deus, onde pela fé em Jesus uma vez compreendido o motivo de seu sacrifício, o indivíduo tem sua natureza transformada, não mais a circuncisão como sinal de aliança, mas a fé, adquirindo com isto a condição de por livre e espontânea vontade: não pecar! A dor não tem em si a condição de produzir arrependimento, somente o Espírito Santo mediante a confissão individual de fé pode convencer o ser humano.

Muitas pessoas se achegaram a Jesus devido a problemas que lhes causavam grande dor, entretanto grande parte de seus seguidores tornaram-se discípulos pela sua Palavra, pelo testemunho divino de poder que fluía em sua vida. Como exemplo, temos no evangelho os doze apóstolos, Nicodemos, Zaqueu, a mulher samaritana entre outros; já no livro de Atos dos Apóstolos temos a conversão de um carcereiro, o centurião Cornélio, o apóstolo Paulo, um eunuco da Etiópia. Portanto a ação divina que tem por objetivo salvar o ser humano de seu próprio juízo é expressa na condição de fé, onde cada individuo pode ou não crer na morte expiatória de Jesus, já a ação de Jesus visando trazer de volta o ser humano a presença divina é expressa em sua vida, no anúncio do Reino de Deus, na obediência a Lei, na submissão plena a vontade de seu Pai, o que o levou a morte e morte de cruz.

Porque então permitir situações que coloquem dor na vida de uma pessoa.

Se dor produzisse arrependimento e fé genuína em Deus, por que permitir a morte de seu Filho. Porque Jesus enviaria o Espírito Santo que tem por principal tarefa convencer o ser humano do amor de Deus manifesto em Jesus, mediante a audição da Palavra, se bastaria apenas causar dor. O sofrimento e a dor não produziram no povo de Israel uma devoção pura e fiel ao Deus vivo, porque produziria nos gentios (impios).

Entretanto, parece que muitas pessoas só vem a Igreja quando há em sua vida um estado de dor extrema, seja na saúde, de fundo emocional, de relacionamento ou mesmo comportamental; é mais fácil trazer a Igreja alguém nesta condição.

Querido leitor, o mundo jaz no maligno e a natureza humana é pecaminosa. A soma destas duas verdades resulta em…

O pecado praticado no Edén trouxe a natureza humana a degeneração (separação) em relação ao que é divino, celestial. Uma das consequências foi a maldição do planeta terra o que por sua vez gerou toda sorte de moléstias a forma de vida humana, não só animal como vegetal etc. Temos ainda o enfrentamento comportamental e social vivenciado por todas as camadas de nossa sociedade atual. O resultado do confronto existente no mundo espiritual, provoca no dia a dia do indivíduo dor e sofrimento, uma vez que as pessoas estão totalmente expostas em meio a um campo de batalha. Cabe então lembrar que Lúcifer, ou Satanás como preferir é real, e junto dele habitam a região celestial da terra um terço de anjos, demônios que foram expulsos do céu, assim denominados por estarem em oposição a Deus.

Gostaria de pontuar mais uma verdade; por causa da natureza humana e carnal o ser humano tem a tendência a resistir a tudo o que é divino. Está é uma consequência derivada de milênios de cultura que transformaram o egocentrismo na principal razão da existência humana. Trazer alguém a Igreja (instituição) em meio a dor pode não produzir o novo nascimento, a salvação; isto porque o desejo humano é apenas se livrar da dor, do sofrimento vivenciado em seu dia a dia. O milagre pode encher a Igreja (templo), mas não aumenta o número de salvos. Independente disto nossa tarefa é trazer as pessoas a presença de Jesus, se com dor, ou por amor… Bem, façamos nossa parte, pois a tarefa de proclamar o Evangelho foi dada a Igreja.

Quando não há mais saída, quando a única coisa a se fazer é enfrentar, quando o horizonte está negro e nem mesmo a morfina passa a dor física, a alma silencia diante da destruição física da mente, do estado nervoso, resta então o espírito que tem sua origem em Deus. Por isto torna-se fácil conduzir alguém nesta condição a Cristo, pois o espírito humano clama a Deus, este é o momento, a hora de proporcionar a ele (espírito humano) a única coisa que o pora em condições de reagir; um encontro com Cristo Jesus, com Deus seu criador.

A vontade de Deus não é trazer o ser humano a seu reino pela dor, a vida de Jesus é a prova disto, em Cristo Jesus, Deus demonstra a plenitude do seu amor, manifesto por meio de um único sacrifício.

Se pelo amor ou pela dor, a verdade é que Jesus está pronto a curar libertar, dando vida e vida eterna, embora a vontade de Deus está manifesta no desejo de que todo ser humano receba seu Filho em amor chegando assim ao conhecimento da verdade.

Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos. (1Timóteo 2. 3-6 NT-Bíblia Sagrada)

Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas (destruindo conselhos) e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão.

(2Corintios 10. 3-6 NT-Bíblia Sagrada)

DESTRUINDO FORTALEZAS

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ANULANDO SOFISMAS

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Assim diz o Senhor:

Eis que irei separar o joio do trigo, tirarei todo joio do meio da Igreja.

Certamente muitos cristãos já ouviram está expressão vinda por meio de palavra profética, mas será que tal mensagem condiz com a verdade bíblica sobre a questão?

É preciso em primeiro lugar compreender que o ofício de profeta se encerrou com Jesus Cristo, Ele é o último profeta no que diz respeito a Palavra (revelação) de Deus para a humanidade.

Entre tanto, um dos oficios que constituem o Ministério da Palavra é o Profeta, referindo-se a revelação divina exposta de forma homilética, neste aspecto todo aquele que revela verdades divinas por meio da Palavra é um Profeta. Existe ainda uma capacitação que pode se somar ao ministério do Profeta, mas que está a disposição de toda Igreja segundo a vontade do Espírito Santo: o Dom de Profecia.

O dom de profecia visa revelar algo presente ou futuro no intuito de consolar, exortar e edificar. No Ministério da Palavra o ofício de profeta depende do contato que o ministro tem com a Palavra, já o Dom de Profecia depende da ação do Espírito Santo na vida do cristão.

Nossa intenção é observar apenas a Palavra proferida, é bíblica ou não.

Referindo-se ao reino dos céus Jesus por meio de uma parábola disse:

O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se. E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio. Então, vindo os servos do dono da casa, lhe disseram: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio? Ele, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso. Mas os servos lhe perguntaram: Queres que vamos e arranquemos o joio? Não! Replicou ele, para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo. Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro. (Ev. Mateus 13. 24-30 NT-Bíblia Sagrada)

Segundo o próprio Jesus o joio só será retirado ou separado no tempo da colheita, mas que tempo é este. O tempo da colheita aqui citado diz respeito ao arrebatamento da Igreja pois nele se conhecerá os que realmente fazem parte da Igreja invisível de Jesus. Após ouvirem tal parábola sem com tudo a compreender, os apóstolos questionaram Jesus sobre seu significado, Ele lhes respondeu.

O que semeia a boa semente é o Filho do Homem; o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do maligno; o inimigo que o semeou é o diabo; a ceifa é a consumação do século, e os ceifeiros são os anjos. Pois, assim como o joio é colhido e lançado ao fogo, assim será na consumação do século. Mandará o Filho do Homem os seus anjos, que ajuntarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniqüidade e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes. Então, os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça. (Ev. Mateus 13. 37-43 NT-Bíblia Sagrada)

Observe que Jesus fala de escândalos e de pessoas que praticam a iniquidade e mais uma vez Ele cita a consumação do século. Diante do texto exposto, será que Jesus falaria algo contrário a sua própria Palavra frente ao que já está registrado para conhecimento da Igreja. Em suas últimas instruções, Jesus falou aos discípulos que o Espírito Santo glorificaria seu nome, falaria do que recebeu dEle próprio.

Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar. (Ev. João 16. 13-14 NT-Bíblia Sagrada)

Será possível que o Espírito Santo fale por meio do Dom de Profecia algo que contraria a Palavra de Jesus. Certamente não, conforme o descrito na Palavra o joio só será separado do trigo na consumação do Século.

Portanto, tal expressão não procede nem como uma ação do Espirito Santo, nem com a Palavra de Jesus sobre a questão pois a vontade de Deus é que as pessoas permaneçam na Igreja uma vez que já foram salvas, mesmo que sejam fracas na fé. A Igreja está na terra justamente para atrair a Jesus aqueles que ainda serão salvos. É impossível que não existam escândalos disse Jesus, isto porque joio e trigo crescem juntos e na fase de crescimento é praticamente impossível identificá-los.

Se alguém está servindo de escândalo ou causando problemas em meio a uma congregação devido a suas atitudes, a melhor maneira de tratar a questão é ministrar sobre tal pessoa a Palavra de Deus. É o que está por detrás destas pessoas, de suas ações e atitudes que deve sair, primeiramente de suas vidas e consequentemente do ambiente da Igreja.

Caso não exista uma solução, precisamos entender que a Ministração da Palavra (ensinamento) expelirá tal pessoa, pois ela não suportará as verdades da Palavra quando Ministrada em demonstração de Poder e unção do Espírito Santo.

Porque Deus não arranca o joio? Porque tal violência também levaria a perda de trigo e segundo a própria Palavra de Deus sua vontade é tratar os corações a fim de que haja sujeição a sua vontade por parte de todos os que irão se salvar, e se há submissão, certamente Deus poderá corrigir os que ainda agem com infidelidade.

Convém frisarmos que tal parábola refere-se ao momento da consumação do século (o momento de mudança, de virada, de uma nova dispensação, do arrebatamento) onde então o joio será recolhido, até lá nossa tarefa é pregar a Palavra de Deus pois ela é a única capaz de limpar, produzindo não só o arrependimento como também a fé salvifica no ser humano. (salvifica=fé em Jesus)

Alguém pode dizer: E se houver pessoas enviadas pelo mal, justamente para provocar problemas, como disse Jesus: “os filhos do maligno”. Jesus utiliza o termo “filho” porque as atitudes provenientes do caráter de tais pessoas mostram sua inclinação ao mal, o que contraria a natureza dos filhos de Deus, que se inclinam a sujeição e obediência a Palavra de Deus. Tais pessoas tiveram tempo para se arrepender, se converter tal como Judas Iscariotes que andou lado a lado com Jesus, (Deus não matou Judas, Judas se matou). Entretanto na consumação do século não haverá misericórdia, ou seja, aqueles que andaram em iniquidade no meio da Igreja serão identificados com o pai da iniquidade, “Satanás”, o diabo (acusador); por isto são identificados como filhos do maligno.

 Joio e trigo são apenas alegorias, uma forma que o profeta usa para falar, pensam alguns.

Se a mensagem não condiz com a Palavra de Deus (que deve ser conhecida pelo Profeta) e mesmo assim foi proferida, bem, neste caso a responsabilidade é do Profeta. Como vimos tal expressão contraria a mensagem do Evangelho, portanto seu portador será responsabilizado por Jesus Cristo.

Gostaria de lembrar aos Profetas e aqueles que possuem o Dom de Profecia, que Jesus disse:

Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado. (Ev. Mateus 12. 36-37 NT-Bíblia Sagrada)

Use seu talento com responsabilidade.

Lembre-se, Deus rejeita o pecado mas ama o pecador.

Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão.

(2Corintios 10. 3-6 NT-Bíblia Sagrada)

JUDÁ: UM ATO DE LOUVOR

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REFLEXÕES

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A Escritura Sagrada em Gênesis capítulo dezenove nos relata a história de Lia, ou Leia como registrado em algumas versões, que por ser desprezada recebeu do Senhor a graça de conceber, engravidar, dar filhos a seu marido o que naquela ocasião era considerado algo muito importante. Entretanto ela teve uma percepção errada do presente que Deus lhe estava dando, da condição que o Senhor a estava colocando.

Em nossos dias muitos cristãos estão, de certa forma, na mesma condição de Lia, pois recebemos o presente que Deus dispôs a toda a humanidade; “Jesus”, para que tivéssemos vida e vida em abundância, porém muitos ainda não compreenderam o propósito e por isto utilizam tal dádiva com displicência.

Concebeu, pois, Lia e deu à luz um filho, a quem chamou Ruben, pois disse: O Senhor atendeu à minha aflição. Por isso, agora me amará meu marido.

(Gênesis 29. 32 – Bíblia Sagrada)

Ruben = Contemple, um filho! No seu entendimento Lia se acha agraciada por Deus uma vez que sua vida era de desprezo por parte de seu marido, tal filho, no entanto, faria esta realidade mudar e seu marido passaria a amá-la. “Contemplem um filho, Deus me deu condição de ter um filho, de estender a semente de meu marido, olhem aqui está!”

Muitos cristãos têm esta atitude em relação a pessoas que ainda estão no mundo, acham-se melhores por terem sido agraciados com o entendimento de que Jesus é o único Senhor e Salvador e por isto usam a fé (o evangelho, o nome de Jesus) em seu benefício próprio para gerar confiança nas pessoas a sua volta visando com isto conquistarem o que desejam para si.

E concebeu outra vez e teve um filho, dizendo: Porquanto o Senhor ouviu que eu era aborrecida, me deu também este; e chamou o seu nome Simeão.

(Gênesis 29. 33 – Bíblia Sagrada)

Simeão = Deus ouve. “O Senhor ouviu que eu era aborrecida”. Isto não te soa familiar!

“Deus está ouvindo irmão, tudo que andam falando sobre mim!”.

É como se Deus tivesse pena e por isto fará algo em relação a uma determinada situação, que neste caso entendemos tratar-se de sua relação com sua irmã, uma vez que o texto afirma, Jacó amava Raquel. Deus não dá nada a ninguém pelo fato de sermos perseguidos, entenda todo cristão é perseguido. Estamos na moda do complexo de inferioridade, do coitadinho, do pobrezinho, e acabamos por nos colocar em uma situação contraria a que Deus nos colocou em Cristo Jesus. Você sabe o que a bíblia diz que você é em Cristo Jesus!

Filho de Deus – Ev. João 1. 12

Geração eleita

Sacerdócio real

Nação santa

Povo adquirido – 1Pedro 2. 9-10

E concebeu outra vez e teve um filho, dizendo: Agora, esta vez se ajuntará meu marido comigo, porque três filhos lhe tenho dado; por isso, chamou o seu nome Levi.

(Gênesis 29. 34 – Bíblia Sagrada)

Levi = Unido, união. O pensamento de Lia ainda era o mesmo, agora, esta vez se ajuntará meu marido comigo. “Agora sim! Deus me deu uma unção poderosa para exercício do meu ministério, agora vão me enxergar”. Muitos desejam ser visto na linha vertical, sua visão ainda está no reconhecimento terreno, seu desejo é ser apreciado por homens, pois entendem que isto é estar no centro da vontade de Deus, é fazer a obra de Deus. Lia continuava querendo apenas chamar a atenção de seu marido, não conseguia entender que Deus a amava e por isto a tornou fecunda. Tudo o que somos em Cristo Jesus, tudo que recebemos, é por que Ele nos amou.

É por que Deus nos ama, Jesus te ama e por isto o Espírito Santo habita em ti, Ele mesmo mostra este amor testificando ao teu espírito que somos filhos de Deus.

De novo concebeu e deu à luz um filho; então, disse: Esta vez louvarei o Senhor.

E por isso lhe chamou Judá; e cessou de dar à luz.

(Gênesis 29. 35 – Bíblia Sagrada)

Judá = Louvor. Por fim, Lia volta-se ao Senhor, elogiando, exaltando, reconhecendo que sua maternidade era um feito de Deus e para o enaltecer, glorificar, aplaudir, ela dá a criança o nome de Louvor: Judá.

Assim deve ser nossa vida, uma vida de louvor e adoração ao Senhor.

O presente que recebemos, “Jesus”; Deus vivendo em nós por meio do seu Espírito; deve ser para sua Glória, porque dEle e por Ele, para Ele devem ser todas as coisas.

A oferta de louvor foi tão bem-aceita por Deus, que da tribo de Judá Deus escolheu um rei segundo seu coração; da tribo de Judá nasceu, como presente ao mundo o Messias, único digno de abrir o livro, pois Ele venceu. Jesus, o leão da tribo de Judá desatará os selos.

Não importa a dificuldade, glorifique a Deus. Mesmo nas situações mais complicadas da vida, apresente-se a Deus, levando consigo tudo de melhor e de pior que a em sua vida, como sacrifício vivo a fim de louvar seu nome.

Contemple sua soberania, seu poder e sua glória. Dê o seu melhor louvor ao Senhor.