TIRE AS ATADURAS (4/4)

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As lágrimas de Jesus provocam compreensão por parte de uns, aversão por parte de outros, no entanto é a sua ordem que surpreende a todos.

 Então, ordenou Jesus: Tirai a pedra.

(Ev. João 11. 39a RA).

Por mais fé que Marta e Maria possuíssem as palavras de Jesus exigiram delas uma postura frente a todos os que estavam presentes.   Cremos ou não cremos na Palavra de Jesus.

Marta, irmã do defunto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque é já de quatro dias. (Ev. João 11. 39b RA).

A declaração de Marta ressalta que era preciso algo extraordinariamente extraordinário, ela nos remete ao fato de que além de estar morto o corpo de Lázaro já estava em estado avançado de decomposição.

Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus? (Ev. João 11. 40 RA).

Que tipo de fé você tem?   A ocasião exigia atitude como demonstração de fé.   Temos neste ponto uma linda mensagem para a Igreja.   Marta e Maria criam nas palavras de Jesus, mas será que elas poderiam ter retirado àquela pedra sozinhas?   Certamente, não!

Não estamos falando de algo imaginário ou espiritual e sim de uma pedra real, física, que fechava aquele sepulcro.   Vemos com isto que por mais fé que alguém possa ter, existem momentos, circunstâncias onde é necessário ajuda, para isto existe o corpo eclesiástico no ceio da Igreja.   Sua finalidade é dar suporte aos mais fracos, fortalecer aqueles que devido a uma calamidade da vida precisam atravessar o vale da sombra e da morte; estender o cajado para que o povo possa passar em meio ao mar das adversidades; profetizar sobre os ossos para que estes obedeçam a Palavra do Senhor, colaborar com o Espírito Santo a fim de que a vitória seja do povo de Deus.

 Tiraram, pois, a pedra.

(Ev. João 11. 41 RA).

Marta e Maria Jamais teriam movido àquela pedra sozinhas.

E, tendo dito isso, clamou com grande voz: Lázaro vem para fora. E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto, envolto num lenço. (Ev. João 11. 43-44 RA).

Para espanto de todos, do sepulcro surge uma figura envolta em ataduras. Aleluia!

Todo o dia Jesus ressuscita pessoas, isto ocorre sempre que alguém nasce de novo.

O Espírito Santo convence o homem a fim de que este se converta: fé

Para isto é preciso que alguém pregue: tire a pedra

Uma vez que o homem entende sua condição, se arrepende e aceita Jesus como seu Senhor, o milagre acontece.

Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus. (Ev. João 1. 12-13 RA).

De imediato torna-se Justificado, Regenerado, Adotado e Santificado diante de Deus, pois o novo nascimento gera uma nova criatura em Cristo Jesus. (2Corintios 5.17)   Entretanto o mundo a sua volta continua o mesmo, sua família, seu trabalho, seus relacionamentos, sua cultura, as questões últimas do seu ser continuam ali.

Ataduras que precisam ser retiradas.

O mesmo ocorre quando cristãos passam por situações traumáticas em suas vidas, não ocorrendo aquilo que se espera de Deus, a dor e o sofrimento podem gerar sentimentos, ataduras que deixarão sua fé  embaraçada, ligando-o a princípios do mundo na tentativa de encontrar explicação para os fatos que se desenrolam.

A ferramenta que nos ajuda a retirar as ataduras, nos desembaraça possibilitando que possamos nos desligar das emoções é a santificação.   É preciso entender que a santificação, mesmo implícita na vida do cristão, é gradativa, pois exige a prática dos ensinamentos de Jesus a fim de que sua Palavra condicione nossa fé segundo o que cada situação exige.

Para que o novo convertido tire tais ataduras torna-se necessário a prática da santificação em toda sua maneira de viver; já na vida de um individuo com anos de fé, tirar as ataduras significa voltar a um caminho de fé absoluta na Palavra Jesus.   Eis a questão!

Ataduras são produzidas por debilidades em nossa fé, que nos levam a emoções avessas a Deus, a sua Palavra, a seu Filho, seu Espírito.   Entretanto tais emoções só poderão se instalar em sua vida se você deixar, ou pelo menos permitir que eles entrem.   Já é hora de você abrir mão dos seus questionamentos, da sua vontade, vença seu intelecto suas emoções e decida-se por uma vida de fé.

Disse-lhe Jesus:  Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?

É tempo de desligar-se das emoções negativas, é tempo de tirar as ataduras.

Permita-me fazer uma última observação.   Os judeus que ali estavam não podiam tirar as ataduras de Lázaro, uma vez que sua cultura religiosa não lhes permitia tocar um defunto, bem eles não sabiam o que exatamente estava acontecendo.   Só havia duas pessoas naquele lugar realmente interessadas em tirar aquelas ataduras, Marta e Maria e isto elas poderiam fazer sozinhas.

Você está envolto em ataduras, sua vida está embaraçada, você ainda está ligado a emoções que te impedem de seguir a diante.

Ei!!!  Você é o maior interessado em retirá-las.

Creia em Jesus, vá em frente, pois esta é a ordem dEle para você:

 Então Jesus disse:

Desenrolem as faixas e deixem que ele vá. (NTLH)

Tirem as faixas dele e deixem-no ir (NVI)

Desliguem-no e deixai-o ir. (VL)

Desatai-o e deixai-o ir. (RA)

 

Tire as ataduras; contemple a glória de Deus.

TIRE AS ATADURAS (3/4)

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…Maria, porém, ficou assentada em casa.

(Ev. João 11. 20b RC).

Declínio da fé, este foi o resultado da situação vivida por Maria.    Talvez ela tenha pensado “por que deixar aqueles que estão presentes aqui comigo, que vieram me consolar para atender Jesus. Pedimos a Ele que viesse, mas Ele ainda se demorou mais dois dias no lugar onde estava, não atendeu nosso pedido de socorro, não se importou com a vida de nosso irmão, por que eu deveria agora ir até Ele”.

Não! Não vou até Ele, vou permanecer aqui.

Decepção, frustração, dor e impotência, sentimentos que tem levado muitos cristãos a abandonarem a fé em Cristo Jesus.    Em geral pensamos estar fortes, firmes na fé, no entanto basta soprar um vento forte em nossa vida financeira, nossa saúde, ou em nossa família, no ministério, contrariando as nossas expectativas para então revelarmos nosso verdadeiro caráter espiritual.

Na estrutura humana existe o desejo de ser prontamente atendido, de individualidade quando se trata de suas próprias necessidades, de achar que as coisas devem ser do seu jeito, na sua hora.   Mas, e quando Deus não age conforme o que desejamos ou esperamos.   O que acontece quando a ação divina não é segundo nossa vontade; quando não alcançamos uma promessa contida na Palavra de Deus.   Desviamos-nos?

A final que tipo de fé temos em Deus.

A fé cristã não está baseada em milagres, tão pouco na prosperidade, ou em curas, menos ainda na auto satisfação de um individuo.   A genuína fé cristã gera um milagre único, que ocorre apenas uma vez na vida de uma pessoa, “o novo nascimento”, para que então possamos experimentar uma vida de intimidade com Deus por meio da observância prática de sua Palavra.   O verdadeiro cristianismo revela aos olhos do fiel que este não é o seu mundo, possibilitando por meio desta verdade que cada cristão possa se desprender de tudo e de todos, a fim de que esteja pronto para a grande promessa: a eternidade com Deus.

Eis a diferença entre a Igreja de nossos dias e a Igreja primitiva.   A Igreja primitiva cria em Jesus a ponto de desprender-se do mundo, despojando-se do seu próprio eu, de tal maneira que nem a morte podia lhes amedrontar, pois entendiam que esta apenas os levaria para mais perto de Jesus.    Por este motivo não valorizaram suas vidas, a final o homem só pode matar a carne, por causa desta fé foram levados ao martírio, feitos de espetáculo para os que vivem de forma natural ainda assim, diante da morte não negaram o nome de Jesus.

Hoje!   A Igreja vive para a solução de conflitos internos, buscando discípulos segundo uma visão denominacional, homens e mulheres que sejam fiéis ao abraçar a obra do ministério.

A Igreja primitiva desenvolveu no seu andar diário uma prática de comunhão com o Espírito de Deus, sua expectativa estava na volta de Jesus, já a Igreja de nossos dias vive em busca do milagre, da prosperidade, da satisfação pessoal, desejando receber neste mundo as bênçãos do Senhor.

Mesmo tendo aprendido aos pés de Jesus, a fé de Maria se mostra vacilante diante da perda de seu irmão.   Qual seria a sua reação se estivesse em seu lugar?   Imagine que você pede algo a Jesus, algo que considera de extrema importância e urgência, Ele por sua vez não soluciona a questão segundo o seu ponto de vista, qual será a sua reação.

Após falar com Jesus, Marta volta para sua casa e em separado diz a Maria, Jesus te chama.   Na verdade Jesus não chamou Maria, entretanto percebendo a situação espiritual de sua irmã, que amargava a dor da perda, a decepção e a tristeza, Marta achou por bem dizer-lhe, o mestre te chama.   Talvez ela tenha dito: Maria Independente do que estamos passando nossa esperança está na fé que temos em Jesus.   Ele me disse: Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá.    Ouvindo Maria a palavra de sua irmã, reúne o restante das forças que lhe sobraram a sai ao encontro de Jesus, crendo que Ele a confortará.

Tendo, pois, Maria chegado aonde Jesus estava e vendo-o, lançou-se aos seus pés, dizendo-lhe: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. (Ev. João 11. 32 RC).

A questão na cena descrita não é a ressurreição de Lázaro e sim o fato de que sua fé está em declínio, sua alma está angustiada, repleta de culpa, pois seus sentimentos a fizeram rejeitar a fé, ignorando a Palavra de Deus: Jesus!

Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Maria não está pedindo a Jesus que ressuscite seu irmão, na verdade sua fala aponta para o motivo que a fez ficar naquela situação, por isto se joga aos pés de Jesus, reconhecendo sua impotência diante dos fatos que se sucederam, a final, por causa deles sua vida espiritual estava se esvaindo.

Jesus, pois, quando a viu chorar e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-se muito em espírito e perturbou-se. (Ev. João 11. 33 RC).

Diante do sofrimento humano, Jesus moveu-se em espírito e perturbou-se, Jesus se compadeceu e disse: Onde o pusestes?    Ao observar Maria, que chora junto aos judeus que ali estavam; Jesus chorou. (Ev. João 11. 35 RC).

Chorou ao ver a dor, o sofrimento, o estrago que a perda de um ente querido causou na vida espiritual de Maria.   Aquela que um dia assentou-se aos seus pés provando as palavras da vida eterna,  agora estava ali em sua frente, envolta num rio de lágrimas e sofrimento, com sua fé totalmente abalada.

Não permita que as situações da vida, que circunstâncias naturais lhe roubem a fé; a vida que nos foi dada por Deus em Cristo Jesus.   Não importa o tamanho do problema, da perda, da dor, creia!   Jesus te ama e tem o melhor para você.

Faça como Maria, mesmo em meio a uma situação difícil, de um passo de fé.

Lança-te aos pés de Jesus, confia nEle e o mais, Ele tudo fará.

Disse Jesus: Tirai a pedra.

Continua…

TIRE AS ATADURAS (2/4)

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Então, Jesus disse-lhes claramente: Lázaro está morto…

(Ev. João 11. 14 RC Ilumina Gold 2009)

O texto nos permite afirmar que Jesus soube exatamente o momento em que Lázaro morreu, e por saber que poderia ressuscitá-lo ele diz: “e folgo, por amor de vós, de que eu lá não estivesse, para que acrediteis”. (Ev. João 11. 15a RC)  Interessante! Ele se refere a Lázaro como se este estivesse vivo; mas vamos ter com ele”, antecipando aos apóstolos sua ação diante do ocorrido, o que segundo Ele resultaria no aumento da fé daqueles que iriam presenciar tal feito. (Ev. João 11. 15b RC)

É fato!   A vontade de Deus é ir de encontro à necessidade de todos aqueles que creem no seu Filho, a vontade de Jesus é curar, transformar, libertar, fazer novo…

Não é porque você não está vendo algo que Jesus não está ai, com você.   Lembre-se o evangelho não é emoção e sim o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê,… Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé”. (Romanos 1. 16b-17 RC)

Chegando, pois, Jesus, achou que já havia quatro dias que estava na sepultura. (Ev. João 11. 17 RC)

Quando Jesus chega a Betânia, Maria e sua irmã Marta se encontram em casa juntamente com os judeus que ali estavam para consolá-las, pranteando o luto.   Era comum que os amigos do falecido permanecessem em sua casa por pelo menos uma semana.

Ouvindo, pois, Marta que Jesus vinha, saiu-lhe ao encontro; Maria, porém, ficou assentada em casa. (Ev. João 11. 20 RC)

Este é o resultado do drama vivido por aquelas irmãs, Marta sai ao encontro de Jesus enquanto Maria permanece em casa, sentada.

Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Mas também, agora, sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá. Disse-lhe Jesus: Teu irmão há de ressuscitar. Disse-lhe Marta: Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último Dia. (Ev. João 11. 21-24 RC)

Observando a resposta de Marta é possível afirmar que ela tinha fé, pois acreditava que tudo o que Jesus pedisse a Deus, este o concederia.   Entretanto ela não compreendeu a resposta de Jesus a sua exclamação, o que ela ouviu (interpretou) foi que seu irmão iria ressurgir no último dia, pois esta era a crença da grande maioria dos judeus naquele período, uma influência doutrinária dos fariseus.

É impossível ao ser humano não ter fé, uma vez que a fé está implícita no espírito humano, Marta tinha fé, no entanto lhe faltava entendimento.   Infelizmente muitos crentes estão nesta posição, por este motivo se tornou raro presenciarmos um milagre de Jesus em nossos tempos.

Esta é mais uma consequência das ataduras impostas por situações da vida que roubam a fé genuína, a fé segundo o que está escrito, a fé em Jesus.

Jesus estava ali, e tudo que Marta queria era a confirmação de que no último dia, na ressurreição dos mortos seu irmão viveria novamente.

Jesus estava ali!   Aquele que tem todo poder no céu e na terra estava ali, mas a fé natural e a religiosidade de Marta a impedia de ver, de crer que Ele podia ressuscitar seu irmão.

Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá. Crês tu isso? Disse-lhe ela: Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo. (Ev. João 11. 25-27 RC)

Existem três verdades implícitas nas palavras de Jesus.

  • quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”, Jesus está falando da fé que deu origem ao cristianismo, a fé salvífica.   Independente de como será nossa vida na terra, das bênçãos que iremos receber, dos milagres que Ele fará em nós ou por meio de nós, o que move a vida de um cristão é saber que um dia Ele voltará, neste dia nosso último inimigo será envergonhado. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. (1Corintios 15. 52b-54 RC)
  • “…e todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá”. Deus disse a Adão: “porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. (Gênesis 2. 17b RC)  Sabemos que Adão comeu o fruto que Deus lhe havia proibido, e o que aconteceu? Ele morreu!   Não fisicamente, mas foi separado de Deus, ou seja, morreu espiritualmente (tornou-se pecaminoso).   O que Jesus está dizendo é que aquele que crer nEle jamais morrerá espiritualmente (será separado de Deus) e por consequência vencerá a morte.
  • Perceba que antes de dizer isto Jesus diz: Eu sou a ressurreição e a vida…   Antes de ensinar Ele diz: Marta “Eu Sou” a ressurreição, tenho poder para ressuscitar Lázaro, “Eu Sou” a vida, o elo de ligação com Deus, “ninguém vem ao Pai senão por mim”.(Ev. João 14. 6b RC) Daí o motivo do ensino, pois a ressurreição diz respeito à promessa de salvação e a vida diz respeito à fé genuína na pessoa de Jesus.

Incrível!   No ápice do luto de Marta, Jesus lhe dá uma aula sobre vida, salvação, fé e milagres.   Mesmo em meio a uma situação de dor e sofrimento Marta ouve as palavras de Jesus, que ultrapassam seu físico, penetram em sua alma, para explodir como uma revelação ao seu espírito; resultado!

Nem o luto pode impedir que Marta experimentasse o milagre dos milagres: a conversão.

Jesus lhe pergunta: crês tu isto?   Observe a resposta de Marta, “sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo”.  Sua resposta nada tem a ver com a morte de seu irmão e sim com sua própria fé.

E você querido leitor crês isto?

Jesus chegou!  Ele está ai, com você.

Permita que Jesus seja teu Senhor, teu Salvador.

Veja sobre tua vida a glória de Deus.

Continua…