VÓS ORAREIS ASSIM (11/11)

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“O que o homem é, é sobre seus joelhos diante de Deus, e nada mais.”

Robert Murray McCheyne (1813-1843)

As palavras de Robert M. McCheyne expressam a essência do que representa a oração.

O que o homem é?

Ainda que um casal se relacione de forma intima, os cônjuges podem ter segredos ou reservas sobre determinadas áreas da vida, até mesmo sobre visões diferentes diante do mesmo assunto em relação a seu companheiro. Entretanto para Robert o ser humano deve ser o que realmente ele é diante de Deus, sem reservas, dispondo-se por inteiro (corpo, alma, espírito) diante do Senhor.

Quando dobramos os joelhos para orar dando inicio uma oração, demonstramos a Deus o que realmente somos; nossas palavras expressam aquilo que realmente sentimos em relação ao que está sendo exposto.    Em meio à oração, será que temos consciência de que estamos falando com DEUS, com JESUS!

Somos realmente conscientes de que a terceira pessoa da trindade o Espírito Santo, está conosco, em nós.  Temos entendimento de que a oração nos leva ao “Santo dos Santos”, onde podemos falar com Deus e Deus falar conosco.

Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má consciência e o corpo lavado com água limpa, retenhamos firmes a confissão da nossa esperança, porque fiel é o que prometeu. (Hebreus 10. 19-23)

Nossa vida é um reflexo daquilo que somos; daquilo que pensamos em relação ao mundo que está a nossa volta; ou é reflexo daquilo que somos diante de Deus.

O que você é, é fruto de seu relacionamento com a sociedade a sua volta, ou do seu relacionamento com Deus.

Ao ensinar sobre oração Jesus não quis apenas nos deixar um padrão para oratória, mas o centro nevrálgico de sua oração nos revela características da sua vida, daquilo que Ele realmente era em Deus, características resultantes de seu relacionamento com Deus, o Pai.

A vida de Jesus como um todo é expressão de “FÉ”, era justamente sua fé no Pai, que lhe dava a condição de realizar as obras que o próprio Pai havia determinado.  Ele tinha uma profunda relação com Deus (Pai), uma intimidade que lhe concedia enquanto homem a autoridade de pela fé realizar qualquer coisa, respeitando obviamente os limites determinados por Deus, uma vez que sua vida deveria na integra glorificar ao Senhor.

Jesus disse: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada. (Ev João 14. 23)

Na execução do que lhe estava proposto, a intimidade com Deus foi à mola propulsora de fé na vida de Jesus, que por este motivo é sem duvida o autor e consumador da genuína fé, uma vez que a fé é gerada num relacionamento, puro; integro e real com o criador.

Encontramos não só em atitudes, mas também nas palavras de Jesus muitas expressões de “ADORAÇÃO” tais como: “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste às criancinhas; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve”,(Ev. Lucas 10. 21) ou, tinham também uns poucos peixinhos; e, tendo dado graças, ordenou que também lhos pusessem diante. (Ev. Marcos 8. 7) o mesmo podemos dizer em relação a “EXPECTATIVA”, neste caso Jesus desejava fazer a vontade de Deus para que os homens tivessem expectativa, isto significa dizer que Ele era a própria expectativa.

No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. (Ev. João 1. 1-2; 29) 

Sendo Jesus a expectativa da humanidade quanto à implantação (entendimento) do reino de Deus, Ele precisava estar em “SUBMISSÃO”, sua “PETIÇÃO” deveriam ir de encontro à vontade de Deus.   Como exemplo de alguém que teve todo seu viver na presença de Deus ainda que, por um momento seu desejo fosse contrário a vontade de seu Pai, a “CONFISSÃO” tornou-se o caminho para que Ele pudesse manter-se submisso não a seu desejo, mas ao desejo de seu Pai.

E disse-lhes: A minha alma está profundamente triste até a morte; ficai aqui e vigiai. E, tendo ido um pouco mais adiante, prostrou-se em terra; e orou para que, se fosse possível, passasse dele aquela hora. E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres. (Ev. Marcos 14. 34-36)

Não há, na história da humanidade maior exemplo de “PERDÃO” do que o dado por Jesus ao ser crucificado. E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. (Ev. Lucas 23. 34)

O mesmo podemos dizer em relação à “DEPENDÊNCIA” e “RECONHECIMENTO” que se exemplificam em uma só expressão.  No auge da dor física, sentindo o momento em que a vida deixaria seu corpo Ele diz:

E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isso, expirou. (Ev. Lucas 23. 46).

O que o homem é, é sobre seus joelhos diante de Deus, e nada mais.”

Na oração conhecida como “Pai Nosso”, verificamos estas verdades lindas, o homem Jesus era em oração aquilo que Ele era em sua vida.   Ele era diante do Pai o mesmo que era diante dos homens.

Esta talvez seja a maior lição, nossa vida espiritual é forjada na intimidade com Jesus por meio de seu Espírito Santo, onde o canal de ligação é a oração.   Neste aspecto somos iguais a um bebê no ventre de sua mãe, ao passo que ele recebe por meio do cordão umbilical aquilo que lhe é necessário ao desenvolvimento, nós recebemos de Jesus tudo o que necessitamos por meio da oração.  A mesma importância verificada no cordão umbilical como ponto de ligação entre a mãe e seu bebê pode ser verificada na oração como meio de relacionamento entre Jesus e aqueles que nele creem.

Por isto vós orareis assim…

Andando de fé em fé, adorando na angustia e na alegria, na saúde ou na doença, sempre esperançosos, na expectativa da manifestação do reino do vosso Deus.  Sede submissos em todo o vosso proceder, não apenas fazendo conhecidas as vossas petições, mas confessando seus desejos para que as misericórdias do vosso Pai vos alcance em graça e poder.   E da mesma forma, perdoe ininterruptamente, levando seu espírito, corpo e alma a uma postura de total dependência, a fim de que seja reconhecida em sua vida a soberania plena do Senhor teu Deus.

Esta deve ser a vossa oração.

VÓS ORAREIS ASSIM (10/11)

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mas livra-nos do mal.

RECONHECIMENTO

E eu endurecerei o coração de Faraó, para que os persiga, e serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército; e saberão os egípcios que eu sou o Senhor. E eles fizeram assim. (Êxodo 14. 4 RC)

A saída dos Hebreus da terra do Egito culminou em Pi-Hairote, entre Migdol e o mar vermelho, diante de Baal-Zefom.   Este foi o lugar escolhido por Deus para que seu nome fosse reconhecido não só por seus filhos, mas também pelos egípcios que ali mesmo no mar foram completamente destruídos.  O cântico de Moisés e Miriã mostra não só a sua gratidão, mas o reconhecimento de que só Deus poderia realizar tal feito.

Cantarei ao Senhor, porque triunfou gloriosamente;

lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.

O Senhor é a minha força e o meu cântico;

ele me foi por salvação;

este é o meu Deus; portanto, eu o louvarei;

ele é o Deus de meu pai; por isso, o exaltarei.

O Senhor é homem de guerra;

Senhor é o seu nome.

(cântico de Moisés – Êxodo 15. 1b – 3 RA)

A resposta  de Miriã:

Cantai ao Senhor, porque gloriosamente triunfou

e precipitou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.

(cântico de Miriã – Êxodo 15. 21b – RA)

Gostaria de chamar sua atenção a algo; o que um cavalo pode fazer contra alguém?

Existe uma figura de linguagem nestes versos que nos mostram a realidade não só do mundo espiritual como seu resultado no plano físico.

O cavaleiro: satanás e um terço dos anjos que caíram com ele. (demônios)

O cavalo: criaturas, pecadores, pessoas que eles utilizam.

A prática do pecado nos leva ao afastamento de Deus, consequentemente nos tornamos alvo de Satanás e seus demônios que literalmente subjulgam o homem (humanidade), amansando, domando, domesticando a fim de que possam realizar suas tarefas no mundo físico e por isto o homem tornou-se uma ferramenta do mal

Por trás dos acontecimentos terríveis registrados na história da humanidade existe um ser chamado satanás que cavalga sobre a humanidade destruindo tudo e todos que se lhe opõem, destruindo o que de mais precioso existe no universo, o ser humano; seu alvo: Deus o criador.

O que isto tem a ver com reconhecimento!

Com base nesta verdade podemos entender claramente que por melhor que seja a vida de um ser humano, se não estiver em Jesus seu destino será o lago de fogo e enxofre; assim como Deus destruiu o cavalo e o cavaleiro, Ele (Deus) também destruirá satanás e todas os que se unirem a ele consciente ou inconsciente.

O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos.

Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo. (Apocalipse 20. 10, 14-15 RC)

Devemos por isto reconhecer a Deus pela maravilhosa salvação proposta em Cristo Jesus; único nome dado na terra por meio do qual o ser humano pode receber libertação, justificação, regeneração, adoção e santificação; Ele é o Messias, o ungido de Deus para a Salvação das nações: Jesus o Filho de Deus.

Como está nossa vida, a maioria diz: não mato, não furto, não uso droga, não ando em prostituição, busco fazer o correto, minha vida é do trabalho para casa e de casa para o trabalho, amo minha família, etc…

Humanamente sua vida pode até ser um exemplo, mas quem poderá te livrar de satanás?  Quem poderá impedir que forças espirituais da maldade dominem teu espírito, tua alma, teu corpo, tua vida?

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus. (Romanos 3. 23-26 RC)

Somente Deus pode nos livrar do mal que atua no planeta terra.

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. (Ev. João 3. 16-18 RA)

O verdadeiro mal, não é a fome que assola a humanidade, ou as doenças que atacam o ser humano no intuito de destruir seus corpos, a violência que tem arrastado a morte muitos de forma prematura, a diferença entre as classes sociais; o verdadeiro mal é o que está por traz de tudo isto, um ser chamado Satanás que tem por objetivo levar sua alma não apenas ao inferno, mas para o lago de fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.

E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo. (Ev. Mateus 10. 28 RC)

Deus é o único que pode te livrar deste mal, pois somente Ele pode permitir que sua alma venha a perecer.   Em sua oração Jesus reconhece que somente Deus pode nos livrar do mal, o que deve ser uma verdade vivenciada por toda a humanidade.   Deus nos libertou do reino das trevas e deseja nos conduzir para o reino do Filho do seu amor, a isto devemos ser gratos.

Esta é a mensagem que a Igreja deve levar as nações, somente Deus por meio de seu Ungido (Messias) pode nos livrar do mal.

A Jesus seja o Poder e a Glória, por que dEle é o Reino para todo o sempre!

Reconheça o poder de Deus: Jesus.

Reconheça! Somente Jesus pode te livrar do mal.

Reconheça-o em todos os teus caminhos, e Ele concederá os desejos do teu coração.

E tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis.

Jesus Cristo

VÓS ORAREIS ASSIM (9/11)

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e não nos deixes cair em tentação;

 DEPENDÊNCIA

A expressão de Jesus revela a existência de um ponto de ligação entre Ele e seu Pai no que diz respeito ao curso de sua vida terrena.   A primeira coisa a se observar em sua expressão é que as tentações acontecerão, o desejo de não cair (ceder) nos indica que por onde andamos existe tentação.   Enquanto estivermos no mundo às tentações estarão a nossa volta sejam elas espirituais ou físicas, a verdade é, seremos tentados.

Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações, sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência. (Tiago 1. 2-3 RC-Ilumina Gold)

A palavra “cair” no contexto em que escreve Tiago significa estar no meio (passar), envolto a tentações e provações, pois elas darão testemunho se nossa fé é condizente ao que confessamos; a vida que levamos, uma vez que somos tentados pela nossa própria concupiscência (desejo ardente de gozos, prazeres materiais).   Tentação nada mais é do que sentir-se atraído por coisa proibida; desejo veemente; coisa ou pessoa que tenta, provoca tentação; movimento interior que nos instiga á prática do mal.

Como resultado da confissão de fé diante da provação, temos um produto chamado paciência, mas paciência no que, para que?

Paciência para suportar problemas ou incômodos sem queixas nem revolta; paciência para esperar com calma o que julgamos estar demorando; paciência para depender inteiramente de Deus em meio as provações.

Bem-aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam. (Tiago 1. 12-3 RC-Ilumina Gold)

Deus prometeu ao que o ama a coroa da vida, (salvação), mas como ter certeza dela uma vez que nossa vida esta envolta em tantas tentações e tribulações, tantos são os males que se levantam nestes dias.   Aprenda a depender de Deus.

e não nos deixes cair…

Eu dependo de ti Senhor, não me deixe cair em tentação pois o esforço que faço, o faço para me manter obediente a tua Palavra, isto é o que Jesus está declarando em oração.

Depender de Deus não é uma coisa muito fácil, justamente pelo fato de estarmos vivendo dias de tribulação onde muitas vezes nosso desejo é fazer justiça, é tomar atitudes que nós julgamos corretas sem observarmos a Palavra do Senhor, é abrirmos portas sem consultarmos a Deus.

O que ligava Jesus a seu Pai (Deus) era a dependência pela qual Ele (Jesus) decidiu levar sua vida, pondo diante do Pai todas as suas necessidades.   A conexão existente entre Pai e Filho está justamente na sujeição, subordinação, dependência, domínio e influência que o Pai exercia sobre o Filho, onde estar sujeito significa: ato ou efeito de subordinar (-se); relação estabelecida entre pessoas dependentes entre si; obediência à lei, aos superiores, à disciplina.

Por isto Jesus pode dizer a seu Pai, não me deixe cair em tentação, estava na verdade reafirmando mais uma vês sua submissão.

Precisamos entender que para alcançarmos não só as bênçãos de Deus neste século, mas também no vindouro é necessário estarmos sujeitos a Deus por meio de seu filho Jesus.

Naquele dia, conhecereis que estou em meu Pai, e vós, em mim, e eu, em vós.(Ev. João 14. 20 RC)

Estai em mim, e eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer. .(Ev. João 15. 4-5 RC)

Estar em Cristo não é apenas cumprir preceitos (confissão, batismo, ceia); estar em Cristo Jesus significa sujeitar-se a Ele, e sujeitar-se a Ele, caracteriza no individuo obediência a sua Palavra, o que nos coloca em total dependência, “porque sem Ele nada podereis fazer”.

Ponha toda sua vida em oração diante do Senhor, expressando total dependência, para que Ele te fortaleça e possas tu dizer a Jesus, em qualquer momento de sua vida, o que Ele disse a seu Pai:

Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.

Jesus Cristo

 “As minhas orações não mudam a Deus, mudam a mim mesmo.”

C.S. Lewis (1898-1963)