VÓS ORAREIS ASSIM (1/11)

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Gostaria de abordar um tema discutido e ensinado demasiadamente, cujo qual existe muita literatura e não é por menos, a final ele é o veículo pelo qual nos relacionamos com Deus: a oração.

Normalmente aprendemos sobre os tipos de oração e seu sentido; sobre como orar para experimentar sua eficácia, neste contexto temos os mais variados títulos sobre o tema: Oração de Guerra, de cura, de intercessão; oração vitoriosa, familiar, financeira; o homem e a mulher de oração, o poder da oração, como se deve orar etc…

Faremos uma abordagem ao tema com base em uma oração feita por Jesus no capítulo seis do evangelho de Mateus, também conhecida como a oração modelo.

Teria Jesus deixado um modelo que deve servir como reza (recitar a mesma oratória) ou existe algo a mais na sua oração!?  O que Jesus tentou transmitir aos apóstolos por meio de sua oração?

Os capítulos cinco, seis e sete do evangelho de Mateus nos apresentam o maior conjunto de doutrinas (princípios) ensinadas por Jesus.   Também conhecido como sermão da montanha o texto mostra um discurso que visa mudar a atitude do povo uma vez que a prática dos princípios da antiga aliança estavam corrompidas.

Entre as falsas práticas combatidas por Jesus em seu discurso está a oração.

E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. (Ev. Mateus 6. 5-6 RA Ilumina Gold 2009)

Num primeiro momento Jesus condena a atitude do povo de Deus (judeus), que não obedece a sua Palavra, mas oram em público demonstrando um relacionamento com Deus que eles não possuem; uma religiosidade que eles não tem, na verdade tal atitude visa adquirir respeito diante daqueles que os veem (homens), por isto tais orações tornam-se fingidas, simuladas, falsas diante do Senhor, “o que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável”. (Provérbios 28. 9 RA)

Entendendo a oração como um momento de intimidade com Deus, Jesus ensina que a atitude correta ao orar é falar em secreto com seu Pai; um casal não se relaciona de forma íntima em público, ao contrário, isto só ocorre em um local fechado onde sintam segurança para ali se exporem intimamente, o mesmo deve ocorrer conosco em relação a Deus.

E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais. (Ev. Mateus 6. 7-8 RA Ilumina Gold 2009)

Jesus se reporta agora aos gentios (não judeus) que desde aquele tempo usam a repetição (rezas, prece) como forma de oração para dizer; “não orem apenas porque precisam de algo, pois Deus sabe o que necessitais”.   Certamente a reza produz a quebra do vínculo de intimidade com Deus, pois nela o orador torna-se um agente passivo sujeito à expressão já exposta em sua prece.   Não se pode alcançar nada do Senhor pelo muito falar, nossa força não está em nossas palavras, mas no desejo de um relacionamento real e verdadeiro com Jesus.

Experimente orar, relacionar-se com Ele.   Nunca se esqueça, antes que você peça Ele já sabe o que vais pedir, bem como sabe, se o que você necessita é realmente aquilo que você está pedindo.

Jesus ensinou como orar, dando Ele mesmo o exemplo a fim de que seus discípulos possam experimentar um relacionamento real e verdadeiro com Deus, onde a vontade dEle será sempre soberana.

Portanto, vós orareis assim:

Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;

venha o teu reino;

faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;

o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;

e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;

e não nos deixes cair em tentação;

mas livra-nos do mal

(Ev. Mateus 6. 9 – 13 RA-Ilumina Gold 2009) )

Infelizmente nos detemos unicamente na oração propriamente dita (palavras) e deixamos passar a condição que ela exige, é por certo que tal oração tem poder uma vez que é Palavra de Deus, entretanto por detrás de cada frase, existe uma postura a ser observada.   O que Jesus está ensinando não é um conjunto de palavras a serem repetidas, mas suas Palavras demonstram a condição que devemos estar ao chegarmos diante de Deus em oração.   Condição esta que vai além de um simples momento, exigindo que o orador desenvolva uma série de atitudes que deverão fazer parte de sua vida como um todo.   Sob este aspecto será que temos condição de orar a Deus conforme Jesus orou?

“O que o homem é, é sobre seus joelhos diante de Deus, e nada mais.”

Robert Murray McCheyne (1813-1843)

Continua…

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